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Saúde

Taxa de ocupação de leitos de UTI se aproxima de sinal vermelho, na Bahia; secretário diz que número ainda é adequado

20 de Janeiro de 2021 | 11h 00
Taxa de ocupação de leitos de UTI se aproxima de sinal vermelho, na Bahia; secretário diz que número ainda é adequado
Foto: Reprodução

Com o aumento de 130% na média móvel dos casos de Covid-19, a Bahia atingiu a marca de 74% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com o G1, esse número é 1% a menos do ponto considerado “sinal vermelho”, que é a partir de 75%.

O secretário de Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, no entanto, disse que, apesar da proximidade do risco de se chegar ao estado crítico de alerta, o número ainda é considerado adequado. “Vermelho é acima de 75%. A gente chega em 75%, 76%, e faz um esforço grande para poder trazer para baixo. Hoje, nós estamos com 74%. Do ponto de vista médico, uma unidade de UTI que tenha 85 a 90% é um número adequado. Menos que isso é desperdício de leito, mais que isso significa que a pressão de leitos é muito grande. Teoricamente, qualquer coisa abaixo de 85 a 90% é adequado”, esclareceu.

O gestor observou ainda que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) usa um protocolo de ocupação de leitos que tem por base um limite considerado seguro. “Nós usamos uma margem de segurança, porque não sabemos o que vai acontecer ao longo dos próximos dias. Então, nosso sarrafo é mais baixo, a gente trabalha com 75%”, destacou.

Vilas-Boas atribuiu o acentuado aumento da média móvel de casos, estimador calculado a partir dos infectados contabilizados em sete dias, às festividades de final de ano e salientou que a alta já era esperada. “Essa é uma elevação prevista. A gente já vinha sinalizando que, no final do ano passado, com os festejos de final de ano, as equipes entraram em feriado. No começo do ano, as equipes de vigilância dos municípios estavam sendo trocadas. Então, havia uma redução artificial das notificações, que começaram a ser desovadas agora. Além disso, nós tivemos também um problema nos sistemas de comunicação, um problema de informática, que resultou no acúmulo, no começo do mês, de uma quantidade significativa de casos”, explicou.

MONITORAMENTO – O secretário assegurou que os indicadores principais de alerta para a Covid-19 estão sendo acompanhados pela Sesab. “O mais importante, que a gente está acompanhando, são dois indicadores: a taxa de internação – número de pacientes internados, número de leitos ocupados – e a taxa percentual de ocupação, que tem se mantido estável entre 70% e 76%. Sempre que ultrapassa 72%, fazemos um esforço adicional para trazer o mais próximo de 70%. E o número de óbitos, que segue estável, em torno de 30 óbitos por dia, mais ou menos”, frisou.

De acordo com o G1, no último sábado (16), a Bahia registrou 5.832 novos casos da doença, no período de 24 horas. Essa foi a segunda maior cifra, desde o início da pandemia. O recorde do número de casos, dentro de 24 horas, ocorreu em 22 de julho, quando as autoridades sanitárias baianas contabilizaram 6.401 casos.

Fábio Vilas-Boas enfatizou, entretanto, que, apesar do crescimento de casos, o estado ainda não registrou reflexo considerável no número de internações. “Nós não estamos observando, até o momento, um aumento da taxa de internação. Mesmo que esse número de casos novos notificados e de casos ativos sejam reflexos de um aumento do contágio que aconteceu no final do ano, isso não se reflete em uma maior necessidade de internação, o que pode estar associado a pessoas mais jovens, que estão respondendo com saúde adequada à infecção, não precisando internar”, pontuou.



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