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Saúde

Butantan diz que pode exportar lote extra com 54 milhões de doses da CoronaVac, se o Governo Federal não fizer solicitação

27 de Janeiro de 2021 | 20h 11
Butantan diz que pode exportar lote extra com 54 milhões de doses da CoronaVac, se o Governo Federal não fizer solicitação
Foto: Adriano Rosa

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou, nesta quarta-feira (27), que o Governo Federal ainda não fez uma solicitação formal para o lote extra de 54 milhões de doses da CoronaVac que está previsto no contrato firmado entre a instituição e o  Ministério da Saúde. De acordo com o G1, o gestor do centro de pesquisa disse que pode priorizar a produção da vacina para a exportação, se o pedido não for realizado em breve.

O contrato para a inclusão da vacina no Plano Nacional de Imunização (PNI) prevê a aquisição de 46 milhões de doses do imunizante, com entrega até abril. Segundo o site, há também a possibilidade de solicitação de outros 54 milhões, totalizando 100 milhões de doses. A CoronaVac foi desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e está sendo produzida no Brasil em parceria com o Butantan.

O contrato diz que o Ministério da Saúde pode manifestar o interesse pelo segundo lote até 30 dias após a entrega de todas as doses da primeira compra. Até o momento, o Butantan entregou 6 milhões de doses, que chegaram prontas da China. O instituto envasou parte delas aqui, cerca de 4,1 milhões de doses. A liberação ocorreu após o segundo pedido de uso emergencial feito à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Conforme o G1, as doses adicionais serão envasadas apenas quando a carga de Ingrediente farmacêutico Ativo (IFA) chegar da China. A previsão é de que a matéria-prima seja entregue até o dia 3 de fevereiro.

O Butantan afirmou que os 46 milhões de doses já estão em fase de produção e que, após a chegada do insumo, o envase será rápido. “O início vai acontecer muito rapidamente. Então, vamos cumprir o cronograma, com possibilidade até de adiantamento. Mas precisamos agora da definição das 54 milhões adicionais”, disse Dimas Covas, em coletiva de imprensa realizada hoje.

Dimas Covas ressaltou ainda que os países vizinhos estão cobrando os cronogramas. “Todos os países aos quais o Butantan tem a obrigação do fornecimento de vacinas, que são aqui da América Latina, estão cobrando os cronogramas. Se houver a resposta positiva do Ministério, de mais 54 milhões, nós vamos fazer um planejamento para ter as 54 milhões – mais as 40 milhões dos países vizinhos. Não havendo a manifestação do ministério, nós vamos dirigir a produção para atender os países”, observou, salientando que há, inclusive, a possibilidade de aumentar a oferta de vacina, já que existe uma demanda muito grande.

De acordo com o G1, as 40 milhões de doses citadas pelo diretor do Butantan dizem respeito a um anúncio feito por ele no dia 10 de dezembro, sobre uma negociação específica com países da América Latina. Esse volume, portanto, não está contabilizado nas 100 milhões de doses acordadas com o Ministério da Saúde.



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