O laboratório americano Pfizer enviou, neste sábado (6), à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o pedido de registro definitivo de sua vacina contra a Covid-19. Denominado Cominarty, o imunizante foi desenvolvido em parceria com a farmacêutica alemã BioNTech.
De acordo com o Uol, esta é a segunda solicitação de registro final recebida pela agência reguladora. No dia 29 de janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) pediu a liberação permanente da vacina elaborada pela Universidade de Oxford, em parceria com o laboratório AstraZeneca.
O aval da Anvisa possibilitará o uso dos fármacos por toda a população brasileira. “O registro é o sinal verde para que a vacina seja comercializada, distribuída e utilizada pela população, nos termos da indicação estabelecida na bula. Ou seja, o registro é a avaliação completa, com dados mais robustos dos estudos de qualidade, eficácia e segurança, bem como do plano de mitigação dos riscos e da adoção das medidas de monitoramento”, informou o órgão, por meio de um comunicado divulgado em seu site.
Conforme o Uol, apesar de só ter feito o pedido de registro hoje, a Pfizer já vinha apresentando a documentação necessária à Anvisa. No final de dezembro, as quatro empresas envolvidas na elaboração do imunizante receberam o certificado de boas práticas de fabricação. A certificação é um dos pré-requisitos para o processo de registro do imunizante.
RNA MENSAGEIRO –Diferentemente da CoronaVac e da vacina da AstraZenca/Oxford, que utilizam o cultivo do vírus em laboratório, o Cominarty emprega a chamada tecnologia de mRNA ou RNA-mensageiro. Nesse processo, os imunizantes são criados a partir da replicação de sequências de RNA por meio de engenharia genética, o que torna o processo mais barato e mais rápido.
O RNA mensageiro mimetiza a proteína spike, específica do vírus Sars-CoV-2, que o auxilia a invadir as células humanas. Essa “cópia”, entretanto, não é nociva ao organismo humano, mas é suficiente para desencadear uma reação das células do sistema imunológico. Este cria, então, uma potente defesa contra o micro-organismo e, consequentemente, contra o vírus.
Segundo o Uol, em novembro, a Pfizer anunciou que a vacina é segura, demonstrando ter 95% de eficácia. Essa é a conclusão final da terceira fase de testes. A vacina foi testada em 43,5 mil pessoas de seis países e, em setembro, a Anvisa autorizou que seus testes clínicos fossem ampliados, no Brasil, de mil para dois mil, em voluntários. A testagem foi realizada em São Paulo e na Bahia.
O único problema do Cominarty envolve questões de logística, uma vez que o fármaco precisa ser armazenado a uma temperatura de 75 graus Celsius negativos. Este tem sido um dos grandes desafios para os países.