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Saúde

Pazuello diz que não tem vacina para todos, mas promete imunização geral em 2021

11 de Fevereiro de 2021 | 20h 06
Pazuello diz que não tem vacina para todos, mas promete imunização geral em 2021
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em meio a críticas, especialmente por conta da lentidão do processo de imunização contra a Covid-19, e reconhecendo a dificuldade de aquisição das doses das vacinas no exterior, em função da baixa oferta para a realidade brasileira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, declarou que espera vacinar toda a população até o fim do ano.

Nesta quinta-feira (11), ele participou de uma Audiência Pública no plenário do Senado Federal e afirmou que o Ministério da Saúde trabalha para imunizar toda a população “vacinável” até o fim do ano. “Vamos vacinar o país em 2021, 50% até junho, 50% até dezembro, da população vacinável. Esse é o nosso desafio e é o que estamos buscando e vamos fazer”, garantiu Pazuello.

Conforme a Agência Brasil, a vacina contra a Covid-19 não é indicada para menores de 18 anos, gestantes e lactantes, porque não há estudos conclusivos sobre os efeitos do imunizante nesse público.

Além disso, por falta de doses, a vacinação foi interrompida, esta semana, em cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro. Salvador também alterou o cronograma, em função da escassez de imunizantes.

Até o momento, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa, o Brasil vacinou 4,4 milhões de pessoas, o equivalente a 2,69% da população acima de 18 anos. O país, no entanto, tem 211,7 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e, conforme Pazuello, não há vacina para todos. Por isso, para o ministro, a saída seria apostar na produção nacional.

Segundo a Agência Brasil, o ministro exaltou o trabalho do Instituto Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para produzir, respectivamente, as vacinas Coronavac e Oxford/AstraZeneca.

Ele disse que o Butantan se esforça para fabricar de 8 milhões a 12 milhões de doses por mês. E que a Fiocruz poderá produzir até 20 milhões de doses, mensalmente, quando começar a fabricar o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), a partir de julho. Antes disso, ainda no primeiro semestre, a Fiocruz deverá entregar 100 milhões de doses.

Ao mesmo tempo, diz a Agência Brasil, o ministro criticou as condições impostas pelos demais laboratórios produtores de vacinas, como a Pfizer, Janssen, Moderna e Sputnik V. Ele observou que ou a vacina é muito cara ou as doses são insuficientes ou a entrega é tardia. Diante disso, ele acredita que o destino do Brasil é mesmo ser um produtor de vacina, e não um comprador.

Eduardo Pazuello atacou com maior veemência as condições demandadas pela Pfizer, como o não julgamento em tribunais brasileiros e a imunidade em casos de reações adversas. O ministro classificou-as de impraticáveis e “leoninas”.

Segundo Pazuello, o Ministério da Saúde tem negociações com a Bharat Biotech, que fabrica a vacina Covaxin, e com o Instituto Gamaleya, da Rússia, para obter a vacina Sputnik. No primeiro caso, são previstas 20 milhões de doses, em 60 dias. No segundo, 10 milhões de doses.

CPI – O chefe da pasta foi convidado a participar da sessão em requerimento aprovado semana passada. Senadores já reuniram assinaturas suficientes para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19. A decisão final cabe, no entanto, ao presidente da Casa, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Antes da sessão, o parlamentar afirmou que a fala de Pazuello não seria decisiva para definir a instalação ou não da CPI, mas ressaltou que seria “importante”.



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