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A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta sexta-feira (26), quatro mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte (MG), em endereços ligados à Viação Saritur. Batizada de Camarote, a operação busca evidências para a investigação que apura se empresários do setor de transporte e políticos foram imunizados ilegalmente contra a Covid-19.
De acordo com o Correio Braziliense, A PF está em busca de indícios da importação e receptação irregular de doses da vacina da Pfizer. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela 35º Vara Federal Criminal da capital mineira.
A revista Piauí publicou uma reportagem informando que as doses da Pfizer foram adquiridas por iniciativa própria e não repassadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), como a lei prevê. A previsão para a aplicação da segunda era para daqui a 30 dias. O lote com as duas doses custou R$ 600 por pessoa. Cerca de 50 pessoas pagaram para fazer parte do esquema de imunização clandestina.
Conforme o Correio Braziliense, os empresários que, supostamente, receberam a primeira dose na terça-feira (23) são, em sua maioria, ligados ao setor de transportes no estado. Dentre eles, estaria o ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG), ex-presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Os familiares do político também teriam sido vacinados.
Parte dos imunizados afirmou que os irmãos Rômulo e Robson Lessa, donos da viação Saritur, seriam os responsáveis pela iniciativa. Eles também disseram que uma garagem do grupo serviu de posto de vacinação improvisado. Por meio de nota, a Saritur alegou que os irmãos Lessa não fazem parte do corpo societário da empresa e que a direção da mesma desconhece a ocorrência de imunização em uma garagem.