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Saúde

Anvisa alerta para riscos da automedicação; pode matar

06 de Abril de 2021 | 11h 04
Anvisa alerta para riscos da automedicação; pode matar
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

A automedicação sempre foi motivo de preocupação, por parte da classe médica, que desaconselha totalmente a prática. Mas, nesse momento de pandemia, quando os hospitais registram superlotação por doença viral altamente contagiosa e grave, fazer uso de remédios sem conhecimento técnico e sem o acompanhamento clínico de um profissional de saúde, tem deixado as autoridades sanitárias de todo o mundo em alerta.

Por isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um comunicado, advertindo a população brasileira sobre o perigo da ingestão aleatória de fármacos, que é alto e pode desencadear consequências graves. “É preciso que as pessoas se conscientizem dos riscos reais dessa prática, que pode causar reações graves, inclusive óbitos”, diz o documento.

De acordo com o órgão, essa avaliação é feita a partir de critérios técnico-científicos e leva em conta tanto o histórico clínico do paciente quanto o conhecimento da doença que ele tem. “Todo medicamento apresenta riscos relacionados ao seu consumo, que deve ser baseado na relação benefício-risco. Ou seja, os benefícios para o paciente devem superar os riscos associados ao uso do produto”, explica a agência reguladora.

De acordo com o portal de notícias Agência Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 50% de todos os medicamentos são prescritos, dispensados ou vendidos de forma inadequada. Além disso, metade de todos os pacientes não faz uso dos medicamentos da forma correta. Esse cenário dá uma boa ideia da dimensão e da gravidade do problema.

NOTIFICAÇÃO – Na tentativa de identificar novos riscos e atualizar o perfil de segurança dos medicamentos, a Anvisa salienta que é imprescindível que os profissionais de saúde e as pessoas notifiquem as suspeitas de eventos adversos, mesmo sem ter certeza da associação com o medicamento.

Conforme o órgão, o informe pode ser realizado pelo VigiMed. “A qualidade dos dados inseridos no sistema é fundamental para subsidiar a análise pelas equipes especializadas. É importante identificar o produto e informar o fabricante e o número do lote”, orienta.



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