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Saúde

Estado de São Paulo bate novo recorde: em 24 h, 1.389 pessoas perderam a vida para a Covid-19

06 de Abril de 2021 | 12h 03
Estado de São Paulo bate novo recorde: em 24 h, 1.389 pessoas perderam a vida para a Covid-19
Foto: Roberto Costa/Código19/Estadão Conteúdo

O abrir incessante de covas e os sepultamentos quase ininterruptos, no maior cemitério da América Latina, dão a exata dimensão do drama vivido pela população do estado de São Paulo. Nesta terça-feira (6), um novo recorde foi batido: 1.389 pessoas foram a óbito, nas últimas 24 horas, em decorrência de complicações ocasionadas pela Covid-19.

De acordo com o G1, o maior índice de mortes havia sido registrado na última terça-feira (30), quando 1.209 cidadãos sucumbiram à doença. Os novos registros, no entanto, não querem dizer que os óbitos, necessariamente, aconteceram de um dia para o outro, mas que foram computados no sistema neste período. Segundo o site, a terça-feira é um dia em que os números costumam ser mais altos, por conta da defasagem nas notificações nos finais de semana.

É importante destacar que o retrato hediondo da pandemia no Brasil já abarca o número total de 78.554 vidas perdidas apenas no estado de São Paulo. E o crescente número de mortos tem exigido um esforço descomunal não só do sistema hospitalar, mas também do sistema funerário.

A situação fez com que a prefeitura da capital paulista autorizasse, inclusive, enterros à noite. Segundo o G1, no Cemitério da Vila Formosa, um gerador de energia já foi instalado próximo às covas. O balanço municipal mais recente, realizado na última quarta-feira (31), indica 744.477 casos e 22.068 óbitos pelo novo coronavírus confirmados na cidade. Ao todo, 2.334 pessoas estão internadas com suspeita ou diagnóstico de Covid-19. Hoje, foram registrados 22.794 novos casos, totalizando 2.554.841 de infectados.

De acordo com o G1 e com a TV Globo, pelo menos, 555 pessoas infectadas pelo vírus ou com suspeita de contaminação não resistiram à espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e morreram, desde o início de março, em todo o estado. Ontem, foi confirmada a sexta morte de um paciente por falta de vaga em leito de alta complexidade na cidade de São Paulo.

Na região de Campinas, Sumaré ainda é o município que registrou mais mortes na fila: 81 pessoas, pelo menos. Depois, vem Franco da Rocha, localizada na região metropolitana da cidade São Paulo, com 48 óbitos. Bauru ocupa a terceira posição, com 47 vitimas fatais.

Segundo levantamento realizado pelo portal de notícias e pela emissora, entre as vítimas, há um menino de três anos e uma jovem de 25, sem histórico de doenças prévias, no interior. Os pacientes estavam cadastrados no sistema estadual de regulação de transferências, mas não resistiram até o surgimento de um leito, de acordo com a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.



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