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Saúde

Centro de Zoonoses de Feira de Santana vacina animais contra a raiva de segunda a sexta; imunização é gratuita

06 de Abril de 2021 | 12h 45
Centro de Zoonoses de Feira de Santana vacina animais contra a raiva de segunda a sexta; imunização é gratuita
Foto: Wevilly Monteiro

Proteger cães e gatos contra a raiva pode evitar a morte de animais e seres humanos. Por isso, se o seu animal ainda não foi imunizado, é possível vaciná-lo, gratuitamente, no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). O equipamento é vinculado à Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) e está localizado na Avenida Eduardo Fróes da Mota, s/n, bairro Jussara. A vacinação pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 8h às 15h.

De acordo com o CCZ, o imunizante não possui contraindicação e pode ser aplicado em cães e gatos partir dos três meses de vida. Para ter acesso ao serviço, é preciso apresentar o cartão de vacinação do animal, caso possua. Também é necessário levá-lo com coleira. O órgão pede aos tutores que animais agressivos sejam conduzidos com focinheira adequada ao porte. Nos três primeiros meses de 2021, 4.393 pets foram vacinados.

A médica veterinária Mirza Cordeiro, coordenadora do Centro de Zoonoses, lembra que a vacinação antirrábica deve ser feita anualmente. Ela informa, ainda, que quem tem mais de cinco animais pode receber o serviço em casa. Basta agendar a vacinação através do telefone (75) 3614-3613.

Feira de Santana não possui casos confirmados da doença. O último registro foi em 2017, em um cão domiciliado. Segundo a gestora, a imunização de cães e gatos é a forma mais eficaz de impedir a circulação do vírus em ambientes domésticos. Mas ela ressalta que animais silvestres, como morcegos e micos, também podem propagar a raiva. Este último também pode transmitir o vírus da febre amarela. Por isso, é importante não manter contato com este tipo de animal.

Também conhecida como hidrofobia, a raiva é uma doença grave, adverte a veterinária. Mirza Cordeiro diz que os cuidados precisam ser redobrados. “Os donos de animais devem evitar que eles fiquem soltos, em convívio com animais de rua, até porque existe o risco de contrair também doenças de pele e verminoses”, orienta.

MORDIDAS E AGRESSIVIDADE – Casos de ferocidade em animais são acompanhados pelo CCZ. O pet é recolhido pelo órgão e passa por exames laboratoriais, que submetidos à análise do Laboratório Central de Saúde Pública da Bahia (Lacen). Se confirmada a raiva, os animais são sacrificados. “Não há alternativa, é necessário fazer a eutanásia. É a única forma de controlar a disseminação do vírus, que é 100% letal”, explica a gestora.

Os casos de mordidas em humanos são acompanhados pelo Centro de Saúde Especializada Dr. Leone Coelho Lêda.



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