Por questões logísticas relacionadas à distribuição, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) sempre às sextas-feiras. A decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
O imunizante está sendo produzido, pela Fiocruz, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos, o Bio-Manguinhos. Na semana passada, o laboratório liberou 5 milhões de doses do fármaco, em duas remessas, na quarta-feira (14) e na sexta-feira (16). E, para a próxima semana, o cronograma prevê mais 6,7 milhões de doses. Isto, segundo a Agência Brasil, fará com que o centro de pesquisa alcance a marca de mais de 18 milhões de doses entregues no mês de abril.
O objetivo da Fiocruz, nos próximos meses, é entregar volumes cada vez maiores. Em maio, a previsão é fabricar 21,5 milhões de doses. Em junho, a meta cresce expressivamente, passando a 34,2 milhões. No mês de julho, o laboratório projeta a entrega de mais 22 milhões de doses.
Se alcançar a quantidade planejada, a instituição cumprirá o desígnio de produzir 100,4 milhões de doses a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a AstraZeneca.
Para o segundo semestre de 2021, o objetivo da Fiocruz é produzir mais 110 milhões de doses. No entanto, o intuito é mais audacioso. A ideia é entregar vacinas produzidas, integralmente, no Brasil, uma vez que o plano inclui, também, a fabricação do IFA.