O Instituto Butantan identificou, nesta segunda-feira (26), a
presença de três novas mutações do coronavírus no estado de São Paulo. De
acordo com o portal de notícias Uol, um caso da cepa sul-africana foi
encontrado na Baixada Santista. Em Itapecerica da Serra, o centro de pesquisa
biológica registrou a ocorrência de um caso da variante suíça. E identificou a
mutação da P1, variante brasileira originada no Amazonas, na cidade de
Jardinópolis.
Os resultados foram obtidos por testes diagnósticos. Segundo o
Butantan, a variante sul-africana é motivo de preocupação. A mutação N9 e a cepa
suíça, no entanto, foram classificadas como variantes de interesse. "Ainda é
cedo para dizer, porém, se elas são mais transmissíveis ou mais agressivas do
que as variantes brasileiras já amplamente descritas, a P1 e a P2", observou.
Conforme o Uol, o órgão explicou que, a partir da descoberta
de novas cepas, os cientistas do Butantan passaram a pesquisar como as
variantes se comportam em relação ao estado clínico, qual sua relevância no
contexto da pandemia e se a CoronaVac é capaz de combatê-las. "As conclusões
são levadas em consideração para a elaboração de novas vacinas — como a
ButanVac — e, se houver necessidade, na atualização de vacinas existentes, como
a CoronaVac", pontuou.
Para a vice-diretora do Centro de Desenvolvimento Científico
do Instituto Butantan (CDC), Maria Carolina Quartim Barbosa Elias Sabbaga, os
estudos indicam que há muitas variantes do coronavírus em São Paulo. "Precisamos
de políticas de contenção e respeitar o distanciamento, para que a gente não
fique espalhando variantes", alertou.
A diretora do CDC, Sandra Coccuzzo Sampaio Vessoni, ressaltou
que a pesquisa "é interessante para entendermos de que forma as variantes podem
ser diferentes para os indivíduos, o que pode ser mais complicado e menos
complicado, o que mudou", acrescentou.