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Saúde

Ministério da Saúde inclui grávidas e puérperas no grupo prioritário de vacinação

28 de Abril de 2021 | 08h 40
Ministério da Saúde inclui grávidas e puérperas no grupo prioritário de vacinação
Foto: TV Brasil

O Ministério da Saúde decidiu incluir gestantes e puérperas (mulheres no período pós-parto) no grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19. A informação foi confirmada, nesta terça-feira (27), pela coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI), Franciele Francinato.

De acordo com a Agência Brasil, a gestora afirmou, durante uma audiência na Câmara dos Deputados para debater a situação das vacinas no país, que a medida foi tomada em razão da preocupante conjuntura da pandemia no Brasil. Ela observou que grávidas e puérperas correm risco maior de hospitalização por Covid-19.  "A vacinação deve começar a partir do dia 13 de maio", destacou.

No dia 15 de março, o Governo Federal já tinha incluído as gestantes com comorbidades no PNI. Segundo Franciele Francinato, uma nota técnica foi encaminhada, na última segunda-feira (26), aos secretários estaduais de Saúde, informando sobre as novas orientações.

"Nossa indicação é que, nesse momento, vamos alterar um pouco a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que, hoje, indica a vacinação, de acordo com o custo x benefício. Mas, hoje, o risco de não vacinar gestantes no país já justifica a inclusão desse grupo para se tornar um grupo de vacinação, nesse momento", declarou.

Conforme a Agência Brasil, apesar da mudança, o Ministério da Saúde disse que, em um primeiro momento, devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes. Franciele Francinato salientou que a imunização será realizada com as vacinas Coronavac, AstraZeneca e Pfizer.

No caso do fármaco da Pfizer, o primeiro lote deve chegar ao Brasil nesta quinta-feira (29). Cerca de 1,3 milhão de doses será distribuído para utilização nas capitais. A coordenadora do PNI salientou que a decisão foi tomada devido às condições de armazenamento exigidas pela vacina. Para manter a estabilidade do material biológico, o imunizante da Pfizer precisa ser acondicionado em temperaturas que variam de 90 a 60 graus Celsius negativos, por até seis meses.

Em função disso, as doses serão encaminhadas às capitais que possuam centros adequados para manter a vacina em temperatura de 20 graus Celsius negativos, pelo período de sete dias. "Para a aplicação, a vacina pode ficar em temperatura de geladeira, isto é, até 8 graus Celsius positivos, por até cinco dias", afirmou Franciele.



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