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Saúde

Brasil atinge a marca de 400 mil mortos pela Covid-19; notícia repercute mal, dentro e fora do país

30 de Abril de 2021 | 10h 10
Brasil atinge a marca de 400 mil mortos pela Covid-19;  notícia repercute mal, dentro e fora do país
Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O Brasil alcançou, nesta quinta-feira (29), a assustadora marca de 400 mil mortos pela Covid-19. Em 24 horas, mais 3.001 novos óbitos foram registrados, elevando a tragédia nacional ao patamar de 401.186 vidas perdidas desde o início da pandemia do novo coronavírus no país, em março de 2020.

De acordo com a Agência Brasil, na última quarta-feira (28), o balanço diário marcava 398.185 vítimas. A este quantitativo ainda não se somaram as 3.663 mortes em investigação pelas equipes de saúde. Isto porque há mortes ainda sem diagnóstico, que só são contabilizadas dias após o falecimento dos pacientes.

O número de pessoas que já contraíram o vírus, no território brasileiro, também é alarmante. Desde o começo da pandemia, o país atingiu a marca de 14.590.678 de infectados. Segundo a Agência Brasil, nas últimas 48 horas, as autoridades sanitárias confirmaram 69.389 novos casos positivos de Covid-19.

Na quarta-feira, o painel do Ministério da Saúde marcava 14.521.289 casos acumulados. As informações constam na atualização diária da pasta, divulgada na noite de ontem. O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades de saúde locais.

O Brasil é o segundo país do mundo no ranking de óbitos pela doença, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que acumula 574.947 vidas perdidas. Em número de infectados, o Brasil ocupa a terceira posição, perdendo também para os EUA, que registra 32.272.447 de casos, e para a Índia, que acumula 18.376.524 de contaminados e vivencia, atualmente, um caos sanitário, com hospitais abarrotados, leitos compartilhados por até dois doentes, cremações coletivas em locais públicos e óbitos sem socorro médico.

Conforme a Agência Brasil, o número de pessoas recuperadas, no Brasil, totalizou 13.152.118. Já a quantidade de pacientes com casos ativos, em acompanhamento por equipes de saúde, está em 1.037.374.

RANKING ESTADUAL - São Paulo lidera o ranking de estados com mais óbitos por Covid-19. Até o momento, 95.532 paulistas perderam a batalha contra o novo coronavírus e suas diversas variantes. Logo atrás está o Rio de Janeiro, com 43.965 mortos. Os dois estados líderes em óbitos são seguidos por Minas Gerais, 33.041 baixas; Rio Grande do Sul, com 24.753 mortes; e Paraná, que já registra 22.229 vidas perdidas. Conforme a Agência Brasil, as unidades federativas com menor número de mortes pelo vírus são Roraima (1.503), Acre (1.525), Amapá (1.536), Tocantins (2.529) e Alagoas (4.200).

IMUNIZADOS - Até o início da noite desta quinta-feira, 57,9 milhões de doses de vacinas haviam sido distribuídos. Deste total, 41,4 milhões foram aplicados, sendo 28,5 milhões da primeira dose e 12,9 milhões da segunda dose.

REPERCUSSÃO - Dentro e fora do país, a notícia dos 400 mil mortos foi recebida com grande pesar, mas também com críticas à atuação do Governo Federal na gestão da crise sanitária. Reunidos em assembleia, Eurodeputados de diversos países que integram a União Europeia apontaram negligência por parte do presidente Jair Bolsonaro.

Internamente, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgou uma nota lamentando a elevada quantidade de óbitos e imputando responsabilidades à administração central do país. "O número reflete a dor de famílias que perderam pais, avós, filhos e irmãos de forma rápida, violenta e, muitas vezes, solitária. Reflete também erros de condução e a ausência de coordenação centralizada no nível federal", afirma o documento.

Conforme o comunicado, os secretários estaduais de Saúde insistem na necessidade de ampliar a vacinação contra a Covid-19 e de uma ampla campanha de comunicação para destacar a importância das medidas de prevenção, garantindo adesão à imunização.

O Conselho Nacional de Saúde (CNS), diz a Agência Brasil, também emitiu nota solidarizando-se com as famílias dos mortos e criticando as ações do governo Bolsonaro. "A ausência de coordenação nacional, o desfinanciamento deliberado do Sistema Único de Saúde (SUS) e a negação com motivação ideológica para compra das vacinas contra a Covid-19, no momento em que precisávamos ter adquirido, são alguns dos inúmeros motivos que tornam a atual gestão como a grande responsável pela barbárie que vivemos", aponta o texto.



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