Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, ter�a, 07 de julho de 2026

Saúde

Brasil tem fim de semana com entrega de 10,9 milhões de doses de vacina contra a Covid-19

01 de Maio de 2021 | 09h 30
Brasil tem fim de semana com entrega de 10,9 milhões de doses de vacina contra a Covid-19
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Este fim de semana, 10,9 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 estão sendo disponibilizadas no Brasil. De acordo com a Agência Brasil, nesta sexta-feira (30), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou 6,5 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca, elaborado em parceria com a Universidade de Oxford. Outras 420 mil doses da vacina CoronaVac foram entregues pelo Instituto Butantan, que está produzindo o antígeno no país, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Para este sábado (1º), está prevista a chegada de mais 220 mil doses da vacina da AstraZeneca, importadas por intermédio do consórcio Covax Facility, aliança internacional entre governos e farmacêuticas, criada para acelerar o desenvolvimento e a fabricação de imunizantes contra a Covid-19, garantindo, aos países mais pobres, acesso igualitário à vacinação.

Coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o programa Covax também entregará, neste domingo (2), outra remessa do imunizante britânico ao Brasil. O lote com mais de 3,8 milhões de doses será desembarcado em São Paulo. Com isso, completam-se os 4 milhões de doses previstos para maio, anunciados pelo Ministério da Saúde.

Conforme a Agência Brasil, o balanço foi apresentado, ontem, pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante pronunciamento realizado em Brasília e transmitido pelos canais da pasta. O evento não foi aberto a questionamentos por parte dos jornalistas.

O ministro enfatizou que, desde a última quarta-feira (28), 17,1 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 adquiridas pelo governo estão sendo entregues. Somente no dia 28, foram disponibilizados 5,2 milhões de doses, sendo 5,1 milhões da AstraZeneca/Oxford e 104,8 mil da CoronaVac.

Na quinta-feira (29), 1 milhão de doses do imunizante da Pfizer chegaram ao país. Elas serão distribuídas a partir da próxima segunda-feira (3). O Ministério da Saúde informou que essa dinâmica foi definida a pedido de estados e municípios. Isto porque a vacina da Pfizer demanda estrutura de armazenamento com temperaturas extremamente baixas.

Por recomendação do fabricante, as doses precisam ser guardadas em temperatura variável entre 90 e 60 graus Celsius negativos. No Brasil, no entanto, as doses do fármaco estão estocadas e serão distribuídas em temperaturas que variam entre 25 e 15 graus Celsius negativos. Nestas condições de conservação, a vacina se mantém estável por 14 dias.

Em função disso, a orientação do Ministério da Saúde é que sejam direcionadas, sobretudo, às capitais. Após entrar na Rede de Frio dos estados, onde as temperaturas de armazenamento variam entre 2 e 8 graus Celsius positivos, os órgãos de saúde terão um prazo de cinco dias para aplicar as doses.

A agilização da entrega de vacinas, diz a Agência Brasil, ocorre em meio a dificuldades para obtenção de insumos e à redução do ritmo da imunização contra a Covid-19. Uma pesquisa divulgada, ontem, pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) indica que 673 cidades ficaram sem aplicar vacinas esta semana.

FIOCRUZ - A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, disse que o instituto atingiu a capacidade de produção de 1 milhão de doses por dia e que já tem Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) suficiente para cumprir a primeira parte do acordo feito com o Ministério da Saúde, que prevê a entrega de 100,4 milhões de doses.

Conforme a Agência Brasil, a gestora enfatizou que foi finalizada a estrutura para produção do imunizante. Contudo, ainda deverá passar por processos de análise e certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

INTUBAÇÃO - No pronunciamento de ontem, o ministro da Saúde informou que a pasta vem desenvolvendo protocolos para os procedimentos, em caso de necessidade de intubação de pacientes. O professor Carlos Carvalho, da Universidade de São Paulo (USP), que coordena o trabalho, explicou que as normas devem abarcar as condutas adequadas no processo de intubação, incluindo o uso racional do oxigênio. "A intubação deve garantir segurança para paciente e equipe. Haverá um protocolo chamado de sequência rápida de intubação e um protocolo com medicamentos de analgesia, sedação e relaxantes musculares", pontuou.

Outro protocolo deve definir o uso de tecnologias para realizar procedimentos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), por meio do sistema telessaúde. "Haverá uma parte inicial de treinamento e capacitação da equipe e de hospitais que estão atendendo na ponta. A partir daí, começaremos a fazer visitas e discussões diárias para apoiar a assistência que esses profissionais estão prestando à população", disse o docente.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje