Mais de um ano se passou desde o início da pandemia de
Covid-19, em março de 2020. E tão longo período de convivência com um inimigo
invisível faz com que, muitas vezes, a população naturalize a coexistência com a
doença e relaxe os cuidados preventivos. Mas isto não pode acontecer. Quem alerta
é a infectologista Melissa Falcão, coordenadora do Comitê Gestor Municipal de
Controle ao Coronavírus de Feira de Santana.
Conforme a médica, as pessoas não podem dispensar o uso de
máscaras nem deixar de realizar, constantemente, a higienização das mãos,
afinal, o vírus causador da Covid-19 é perigoso e, só no Brasil, já ceifou mais
de 400 mil vidas. "O uso da máscara é indispensável, principalmente onde não é
possível manter uma distância mínima de outras pessoas. Além disso, a higiene
das mãos deve ser feita com água e sabão, quando possível. Já o álcool deve ser
usado sempre que a pessoa não puder lavar as mãos", orienta.
Segundo Melissa Falcão, outras medidas de proteção continuam
sendo essenciais para a diminuição da transmissão do vírus, como o
distanciamento social de, no mínimo, dois metros.
A infectologista ressalta que, para diagnosticar a doença, a
Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS) descentralizou a realização do
exame RT-PCR, que analisa amostras de secreção nasal ou oral, sendo 99,8% seguro.
Agora, é possível realizá-lo em 14 locais: sete policlínicas, duas Unidades de
Pronto Atendimento (UPA), quatro unidades de saúde e um drive-thru, localizado na
sede da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
As unidades de saúde localizadas no Centro Social Urbano
(CSU) e Rua Nova/Barroquinha atendem por ordem de chegada, das 8h às 12h. No
turno da tarde, é possível realizar o exame na Unidade de Saúde da Família
(USF) Corredor dos Araçás e Liberdade I, II e III, das 14h30 às 17h.
A ampliação do acesso, diz a gestora, proporciona mais
agilidade no diagnóstico das pessoas com sintomas suspeitos. Ela lembra que a
transmissão ocorre de uma pessoa contaminada a outra, por meio de gotículas de
saliva, espirro, tosse, catarro, contato próximo ou aperto das mãos, seguido de
contato com a boca, nariz ou olhos.
Melissa Falcão orienta que, caso esteja com sintomas
compatíveis com a Covid-19, como febre, tosse, dor de garganta e/ou coriza, com
ou sem falta de ar, a pessoa deve procurar, imediatamente, a unidade de saúde
mais próxima, para realizar o exame. Esta celeridade é importante, sobretudo,
no caso de pessoas idosas ou portadoras de doenças crônicas, uma vez que o
risco de óbito é maior nesses pacientes.
Vale salientar que o período de sintomas determina qual exame
será realizado. Todas as orientações para isolamento domiciliar, cuidados
respiratórios e outros serão prestados na própria unidade de saúde.
É importante lembrar, ainda, que as máscaras não devem deixar
de ser usadas por quem já teve a doença, já que há casos de reinfecção, e também
por quem já está vacinado, uma vez que os imunizantes protegem contra formas
mais graves da doença, mas não impedem a transmissão do vírus.