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Saúde

Ministério da Saúde investiga morte de gestante após vacina da AstraZeneca; Anvisa manda suspender uso

11 de Maio de 2021 | 09h 30
Ministério da Saúde investiga morte de gestante após vacina da AstraZeneca; Anvisa manda suspender uso
Foto: Ana Nascimento/MDS/Portal Brasil

Na noite desta segunda-feira (10), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu uma nota técnica recomendando a suspensão imediata do uso do imunizante contra a Covid-19 elaborado, em parceria, pela farmacêutica britânica AstraZeneca e a Universidade de Oxford em mulheres gestantes. A vacina é produzida, no Brasil, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

No documento, o órgão explica que a decisão é resultado do monitoramento constante de eventos adversos provocados pelas vacinas contra a Covid-19 em uso no país. No caso da AstraZeneca, a indicação da Anvisa veio após uma investigação do Ministério da Saúde sobre a morte de uma gestante no Rio de Janeiro, depois de imunizada com o fármaco.

Segundo o comunicado, a orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina da AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). "O uso ‘off label’ de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica", ressalta a agência reguladora.

De acordo com a articulista Camila Mattoso, da Coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que foi notificado pelas secretarias de Saúde Municipal e Estadual do Rio de Janeiro e que está averiguando o caso da gestante morta. A pasta salientou, ainda, que recomenda que mulheres grávidas continuem sendo imunizadas.

No entanto, o órgão afirma reavaliar a imunização no grupo de gestantes sem comorbidades. "Cabe ressaltar que a ocorrência de eventos adversos é extremamente rara e inferior ao risco apresentado pela Covid-19. Neste momento, a pasta recomenda a manutenção da vacinação de gestantes, mas reavalia a imunização no grupo de gestantes sem comorbidades", diz o comunicado.

A jornalista também citou uma possível ocorrência de óbitos de gestantes na Bahia, após administração da vacina contra a Covid-19. O Ministério da Saúde limitou-se a responder sobre a notificação da gestante carioca. O imunizante da AstraZeneca vinha sendo aplicado em grávidas portadoras de comorbidades. Agora, apenas a CoronaVac e a vacina da Pfizer podem ser administradas neste grupo.


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