A população e as autoridades de saúde em Feira de Santana devem preparar-se para enfrentar uma terceira onda do coronavírus. A previsão é da coordenadora das ações municipais de combate à doença, médica infectologista Melissa Falcão, em entrevista ao repórter Paulo José, do programa Acorda Cidade.
Deverá ter intensidade mais leve que a segunda (que está em curso), mas "vai acontecer". Segundo ela, este é o mesmo fluxo registrado na Europa e deverá ser registrado também no Brasil, chegando a Feira de Santana. "Estamos nos preparando para essa provável terceira onda, que normalmente acontece dois, três meses após a anterior", diz a especialista.
O novo movimento na pandemia é percebida pelo aumento de internamentos e óbitos. A quantidade de pessoas graves e de mortes, em cada fase, é proporcional ao total de infectados.
De acordo com Melissa, o vírus se mostra cada vez mais capaz de infectar e de provocar casos graves, com suas mutações. "Estamos, hoje, com uma instabilidade em alta. Este platô alto não nos dá conforto, o número de casos diários não nos dá alivio. Precisamos manter leitos disponíveis", alerta.
Até agora, diz a infectologista, nenhum país fez com que não acontecesse a terceira onda e apenas uma vacinação em massa poderia impedi-la. Ela recomenda que as pessoas "aguentem mais um pouco sem abraço e contato físico", ou seja, evitem aglomerações.