O Brasil atingiu, neste fim de semana, à lamentável
marca de 449.068 óbitos por Covid-19. De acordo com a Agência Brasil, somente neste
domingo (23), as secretarias municipais e estaduais de Saúde registraram mais
860 vítimas da doença, em um período de 24 horas. E há 3.699 mortes em
investigação, de pacientes que faleceram sem diagnóstico definido.
Segundo a atualização realizada, na noite de ontem,
pelo Ministério da Saúde, o total de casos confirmados subiu para 16.083.258. No
fim de semana, foram registrados mais 35.819 infectados pelo novo coronavírus. O
país tem 1.142.023 casos ativos, em acompanhamento. E os recuperados, desde o
início da pandemia, somam 14.492.167. Esse quantitativo equivale a 90,1% do
total de contágios.
É preciso lembrar, no entanto, que, aos sábados e
domingos, os números costumam ser mais baixos. Isto porque a quantidade de
funcionários das equipes de saúde para realizar a alimentação dos dados é menor,
nos fins de semana. Sendo assim, grande parte dos dados fica represada, sendo
lançada no sistema às terças-feiras, quando o total de casos e óbitos tende
a aumentar.
ESTADOS - Conforme a Agência Brasil, o estado com maior registro de
mortes por Covid-19 é São Paulo, com 107.614 vidas perdidas para o vírus. Em
seguida, vêm Rio de Janeiro, com 49.515 mortos; Minas Gerais, com 39.086
falecimentos; Rio Grande do Sul, com 27.419 vítimas fatais; e Paraná 25.506
óbitos. Os estados que tiveram menos ocorrências de óbitos são: Roraima
(1.602); Acre (1.635); Amapá (1.657); Tocantins (2.776) e Alagoas (4.607).
VACINAÇÃO - Até o momento, estados e
municípios receberam 90.063.567 doses de imunizantes contra a Covid-19. Deste
total, foram aplicadas 57,6 milhões de vacinas, sendo 39,1 milhões da primeira
dose e 18,5 milhões, da segunda.
FEIRA DE SANTANA - De acordo com a Secretaria de
Comunicação (Secom) da Prefeitura Municipal de Feira de Santana (PMFS), a 197
mil doses de vacinas já foram aplicadas, no município. Segundo a Secretaria de Saúde
do estado da Bahia (Sesab), a cidade atingiu 103% de percentual de vacinação.
A taxa de óbitos segue estabilizada em 1,83%, o que
faz de Feira de Santana o município baiano com um dos mais baixos índices de mortalidade
pela doença. Conforme dados da Sesab e do Ministério da Saúde, Salvador está
com a taxa de óbitos em 3,01%. A Bahia registra 2,08% de mortes, enquanto o Nordeste
alcançou o índice de 2,46%. O Brasil tem, atualmente, tem uma taxa de óbitos de
2,79%.
Feira de Santana não registrou nenhuma morte por
Covid-19, nas últimas 24h. Até agora são exatamente 33.720 pacientes
recuperados, índice que representa 87,3% dos casos confirmados. Enquanto isso,
51 exames foram negativos e 48 positivos.
O boletim epidemiológico emitido, neste domingo, pela
SMS, contabiliza 126 pacientes internados em Feira de Santana, em decorrência da
doença. Ontem, também foram confirmados 48 casos novos. Não houve registro de óbitos.
O município tem 4.170 casos ativos. O número total
de infectados alcançou a marca de 38.595, desde o início da pandemia. Conforme
a Vigilância Epidemiológica, 33.720 pessoas se recuraram da doença, na cidade e
houve 705 óbitos desde que o contágio começou na cidade, no dia 06 de março de
2020.
AGLOMERAÇÕES - Em uma coletiva de imprensa
realizada há pouco, o prefeito Colbert Martins da Silva apelou para que a
população colabore, evitando aglomerações. Este tem sido um dos problemas mais
registrados na cidade, sobretudo em eventos do tipo paredão e em bares.
De acordo com a Secom, Somente este fim de semana, 12
festas foram encerradas pelas equipes de fiscalização que atuam no município. Três
bares foram interditados: Petiscaria Trivela, Bar do Ula e Chão de Estrelas.
Outros 12 estabelecimentos do ramo, inclusive restaurantes, foram flagrados
desrespeitando horários. Todos foram fechados.
O prefeito Colbert Martins disse que, em função do
desrespeito às normas sanitárias decretadas pelo Município, novas medidas serão
estudadas, com a finalidade de coibir as aglomerações e evitar o aumento do
contágio. Ele se mostrou apreensivo com a proximidade dos festejos juninos e
salientou que apenas com a conscientização da população é possível controlar a doença.
"Se as pessoas forem a festas, o que teremos é um aumento do número de casos e
de hospitalizações. E isso é muito preocupante", advertiu.
O gestor apontou, ainda, a vacinação como mecanismo
de controle da disseminação do vírus. Por isso, reforçou que o governo
municipal está empreendendo o máximo esforço para ampliar a imunização. No
entanto, a aplicação ainda é lenta, em todo o país, por conta da escassez de
vacinas.