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Saúde

População Indígena poderá ter vacinação permanente contra a Covid-19

17 de Junho de 2021 | 09h 08
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População Indígena poderá ter vacinação permanente contra a Covid-19
Foto: Alex Pazuello/Prefeitura de Manaus

Uma campanha permanente de vacinação contra a Covid-19 para os povos indígenas. É o que diz Robson Santos da Silva, gestor da Secretaria Especial de  Saúde Indígena, órgão ligado ao Ministério da Saúde.

De acordo com a Agência Brasil, o secretário enfatizou que o sistema de distribuição e aplicação de vacinas para populações indígenas que vivem em aldeias é capaz de absorver uma futura demanda por vacinações constantes contra o novo coronavírus, assim como já acontece com outras doenças. "O Brasil tem um sistema muito sofisticado de vacinação. Não houve nenhum sobressalto nisso. Houve aprimoramentos. Uma crise como essa, por exemplo, traz oportunidades de melhoria", observou.

Para Robson Silva, a pandemia trouxe a oportunidade de ampliação dos subsistemas de saúde em áreas remotas. Ele destacou que o armazenamento e a logística de distribuição de vacinas que precisam ser resfriadas e guardadas em câmaras especiais estão entre as principais melhorias.

"Fazemos uma busca ativa. Estamos sempre nos adaptando. Se a Covid-19 ficar parecida com a Influenza, por exemplo, a vacinação vai continuar. A vacinação contra a Influenza tem todo ano, é contínua. Se for necessário, para o novo coronavírus, seguiremos o mesmo caminho", disse, atribuindo o sucesso da imunização ao apoio de lideranças indígenas e às Forças Armadas.

Saúde indígena - Ainda segundo a Agência Brasil, em relação à cobertura de saúde para outras doenças, o secretário disse que há reformulações e adaptações constantes à crescente população de indígenas brasileiros. Conforme o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, o número de habitantes indígenas passou de 650 mil para cerca de 755 mil indivíduos.

Robson Silva ressaltou, ainda, que índices como a expectativa de vida dos indígenas também aumentaram. Com isso, enfermidades antes incomuns passaram a ser mais observadas nas comunidades. "A população indígena está aumentando e envelhecendo. Há doenças que não eram comuns, como diabetes e problemas cardíacos. Quando temos essas situações de média e alta complexidade, precisamos de ajuda estadual e federal. Estamos nos reinventando para atender melhor essa população", frisou.


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