Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, quarta, 08 de julho de 2026

Saúde

Governo Federal proíbe administração de doses de imunizantes contra Covid-19 fabricados por laboratórios diferentes

08 de Julho de 2021 | 14h 51
Governo Federal proíbe administração de doses de imunizantes contra Covid-19 fabricados por laboratórios diferentes
Foto: Arthur Menescal/Especial Metrópoles

O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira (8), que não recomenda a combinação de vacinas contra a Covid-19 para nenhum público. De acordo com o portal de notícias Metrópoles, a orientação a estados e municípios é não utilizar imunizantes produzidos por farmacêuticas diferentes para completar o esquema vacinal.

A informação foi repassada à imprensa durante coletiva realizada na sede do órgão. Na ocasião, o ministro Marcelo Queiroga anunciou a retomada da vacinação de grávidas e puérperas sem comorbidades. E ressaltou que a mescla de fármacos de laboratórios distintos não é considerada segura.

Segundo o gestor, "estudos de intercambialidade estão sendo realizados, mas ainda não são suficientes para tomar essa decisão como uma estratégia de saúde pública". Ele afirmou, ainda, que o Programa Nacional de Imunização (PNI), apoiado pela câmara técnica, adotará a medida quando houver mais estudos.

A administração de doses produzidas por farmacêuticas diferentes, diz o Metrópoles, chegou a ocorrer, em pacientes grávidas, no Rio de Janeiro e no Ceará. A norma foi adotada em maio, após o Ministério da Saúde suspender a vacinação de gestantes e puérperas com o antígeno elaborado pela companhia britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

A proibição do uso do fármaco, neste público-alvo, foi determinada após uma mulher de 35 anos morrer depois de receber a primeira dose da vacina inglesa. Na época, a pasta também suspendeu a imunização de grávidas e puérperas sem comorbidades. O grupo, considerado prioritário pelo PNI, foi proibido de receber qualquer vacina contra o novo coronavírus. Apenas gestantes com doenças pré-existentes foram autorizadas a participar da campanha de imunização.

Segundo o Metrópoles, Marcelo Queiroga criticou, de forma incisiva, o "mix de vacinas" e salientou que a medida gera riscos à vida dos pacientes. "O primeiro objetivo é garantir a segurança em relação a qualquer estratégia de segurança. Essa estratégia vai garantir a segurança das pessoas? Se não for seguro, nós não faremos", ponderou.

Retomada da imunização - Ontem (7), O Ministério da Saúde voltou a recomendar a imunização de gestantes sem comorbidades. No entanto, as mulheres nesta condição só podem ser imunizadas com dois dos quatro imunizantes disponíveis no país: o CoronaVac, criado pelo laboratório chinês Sinovac Biotech e produzido no Brasil pelo Instituto Butantan; e o antígeno elaborado pela farmacêutica norte-america Pfizer em parceria com a holding alemã BioNTech.

O secretário de Atenção Primária à Saúde do órgão, Raphael Câmara Parente, explicou que vacinas produzidas com a técnica de adenovírus não replicante, como a AstraZeneca e a Janssen, podem causar reações adversas em grávidas. "O vírus vivo atenuado pode provocar infecção. É muito importante a imprensa e a sociedade entenderem que, com grávidas, é preciso ter cuidado extremo, cautela máxima, excesso de zelo e avaliação de risco e benefício", argumentou.

Conforme Câmara Parente, a porcentagem de letalidade por Covid-19 no Brasil em gestantes infectadas pelo coronavírus é de 10%. Ele disse que o índice é considerado alto e , por isso, a pasta decidiu seguir com a imunização desse público.

Na avaliação do ministro Marcelo Queiroga, o benefício da vacinação supera os eventuais riscos. "Após a análise dos dados de todas que foram vacinadas e do debate amplo dos cientistas e dos pesquisadores, e também dos próprios dados, houve o entendimento de se voltar as vacinas das gestantes sem comorbidades. Entendemos que não há porque suspender a vacinação", alegou.

Ainda segundo o Metrópoles, para as gestantes que chegaram a receber a primeira dose da vacina AstraZeneca, a recomendação do Ministério da Saúde é de que o reforço seja aplicado após o fim do puerpério, isto é, 45 dias após o parto. A imunização deve ser feita com o fármaco do mesmo laboratório.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje