O secretário Municipal de Saúde de Salvador, Leo Prates,
voltou a cobrar, publicamente, do Ministério da Saúde, a compensação das doses
de vacinas contra a Covid-19 que Salvador deixou de receber, em função de erros
nos critérios de distribuição, cometidos pelo Governo Federal.
De acordo com o portal de notícias bahia.ba, na última
semana, o ministro Marcelo Queiroga, responsável pela pasta, reconheceu a
desigualdade na divisão dos imunizantes entre os estados, em uma audiência
pública realizada na Câmara dos Deputados. Conforme o gestor, Rondônia e
Tocantins receberam lotes correspondentes a 101% de suas respectivas
populações, enquanto a Bahia recebeu uma quantidade capaz de imunizar apenas
62%.
Leo Prates, no entanto, afirmou que o reconhecimento público da
existência do problema não é suficiente. Na sua avaliação, o Ministério da
Saúde precisa corrigir o erro, apresentando uma estratégia para reparar a
disparidade que vem atrapalhando o avanço da imunização em toda a Bahia.
"Temos falado, há muito tempo, que o critério adotado pelo Ministério
está prejudicando nossa capital, assim como a todo o estado. A pergunta que
fica é quando serão repostas as doses das cidades que foram prejudicadas com o
recebimento de doses a menos, como é o caso do nosso estado?", questionou
secretário.
Segundo o chefe da SMS, a capital baiana precisaria de, pelo
menos, 200 mil doses para chegar alcançar certa igualdade em relação às demais
capitais do país. "Hoje, Vitória é a cidade que mais vacinou, proporcionalmente,
a sua população, com 88% dos seus cidadãos imunizados, até o momento, enquanto
Salvador tem cerca de 56% da sua população vacinada", comparou.
Prates disse, ainda, que, "proporcionalmente, Salvador teria
deixado de receber até 634 mil doses, se comparado a Vitória. Na média entre as
27 capitais do país, o contingente vacinado corresponde a 67%, para Salvador
alcançar essa média, teríamos que receber, no mínimo, 200 mil doses", calculou.