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Saúde

Leo Prates volta a cobrar, do Ministério da Saúde, compensação de doses de vacinas para a Bahia

19 de Julho de 2021 | 09h 14
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Leo Prates volta a cobrar, do Ministério da Saúde, compensação de doses de vacinas para a Bahia
Foto: Matheus Morais/bahia.ba

O secretário Municipal de Saúde de Salvador, Leo Prates, voltou a cobrar, publicamente, do Ministério da Saúde, a compensação das doses de vacinas contra a Covid-19 que Salvador deixou de receber, em função de erros nos critérios de distribuição, cometidos pelo Governo Federal.

De acordo com o portal de notícias bahia.ba, na última semana, o ministro Marcelo Queiroga, responsável pela pasta, reconheceu a desigualdade na divisão dos imunizantes entre os estados, em uma audiência pública realizada na Câmara dos Deputados. Conforme o gestor, Rondônia e Tocantins receberam lotes correspondentes a 101% de suas respectivas populações, enquanto a Bahia recebeu uma quantidade capaz de imunizar apenas 62%.

Leo Prates, no entanto, afirmou que o reconhecimento público da existência do problema não é suficiente. Na sua avaliação, o Ministério da Saúde precisa corrigir o erro, apresentando uma estratégia para reparar a disparidade que vem atrapalhando o avanço da imunização em toda a Bahia.

"Temos falado, há muito tempo, que o critério adotado pelo Ministério está prejudicando nossa capital, assim como a todo o estado. A pergunta que fica é quando serão repostas as doses das cidades que foram prejudicadas com o recebimento de doses a menos, como é o caso do nosso estado?", questionou secretário.

Segundo o chefe da SMS, a capital baiana precisaria de, pelo menos, 200 mil doses para chegar alcançar certa igualdade em relação às demais capitais do país. "Hoje, Vitória é a cidade que mais vacinou, proporcionalmente, a sua população, com 88% dos seus cidadãos imunizados, até o momento, enquanto Salvador tem cerca de 56% da sua população vacinada", comparou.

Prates disse, ainda, que, "proporcionalmente, Salvador teria deixado de receber até 634 mil doses, se comparado a Vitória. Na média entre as 27 capitais do país, o contingente vacinado corresponde a 67%, para Salvador alcançar essa média, teríamos que receber, no mínimo, 200 mil doses", calculou.



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