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Saúde

Fiocruz alerta que Síndrome Respiratória Aguda Grave pode voltar a crescer no Brasil

13 de Agosto de 2021 | 10h 50
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Fiocruz alerta que Síndrome Respiratória Aguda Grave pode voltar a crescer no Brasil
Foto: Débora Barreto/Fiocruz

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificaram interrupção na tendência de queda dos casos e mortes decorrentes de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag). De acordo com a Agência Brasil, o alerta foi veiculado, nesta quinta-feira (12), no Boletim InfoGripe. O estudo adverte que pode acontecer um novo crescimento de casos, frequentemente relacionados à Covid-19.

Segundo a pesquisa, desde 2020, 71% dos casos de Srag no país foram causados por vírus respiratórios. Dentre eles, o SARS-CoV-2 responde por 96,6% das ocorrências. Foi detectado que o Rio de Janeiro é o único a apresentar uma forte probabilidade (95%) de crescimento de casos de Srag, quando analisadas as últimas seis semanas. Esta é a primeira vez em que essa tendência é identificada no estado, que concentra o maior número de casos confirmados da cepa indiana Delta no Brasil.

Ainda conforme a Agência Brasil, o documento revela que os estados de Mato Grosso do Sul e Acre também apresentam tendência de crescimento, nesse tipo de análise, porém com probabilidade menor: 75%. Na avaliação de curto prazo (últimas três semanas), Mato Grosso do Sul apresenta forte probabilidade de crescimento. Na Bahia, em Sergipe, no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul, a incidência de Srag também tende a crescer.

A análise de seis semanas é usada pelos pesquisadores para uma avaliação da tendência de casos de Srag com menor peso de oscilações semanais. Já a de três semanas, apesar de conter mais oscilações, indica possíveis alterações no comportamento de longo prazo.

Modificações de tendência foram percebidas no Paraná, Rio Grande do Sul e em São Paulo, onde foi observado sinal de estabilidade na tendência de longo prazo e sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo. Na Bahia e em Sergipe, nota-se sinal de queda no longo prazo, com sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo.

Sinais de estabilidade nas tendências de curto e longo prazo, diz a Agência Brasil, foram registrados no Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rondônia e Santa Catarina. Já no Pará, em Roraima, no Maranhão, no Tocantins e em Alagoas apresentam tendência de queda nas duas análises.

Quando se concentra nas capitais, a pesquisa mostra que nove delas apresentam tendência de queda, no longo prazo. Florianópolis registra sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo e moderado na de curto prazo. Já Porto Alegre e Rio de Janeiro apresentam sinal moderado de crescimento tanto no curto quanto no longo prazo.

Em Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Plano Piloto de Brasília e arredores (DF), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Manaus (AM), Porto Velho (RO), Recife (PE) e Vitória (ES), há indicativos de estabilização nas tendências de longo e curto prazo, conforme o estudo.



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