A Semana Nacional de Prevenção e Controle e Combate à
Leishmaniose teve início na última terça-feira (10) e segue até o próximo dia 17.
Em Feira de Santana, o cronograma de atividades traz oficinas, ações de
prevenção e tratamento da doença e um ciclo de capacitações com webinários
sobre Os impactos biopsicossociais da Leishmaniose Tegumentar e Leish visceral.
Segundo Carlita Correia, coordenadora da Vigilância
Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o evento é
imprescindível para o avanço das pesquisas sobre a doença. "É uma oportunidade
para disseminar informações acerca da importância das medidas de prevenção e
controle dessa endemia no município", disse.
Como parte das ações do evento, o Programa Municipal de
Leishmaniose está investigando a doença em cães da zona rural do distrito de
Ipuaçu. Ao todo, já foram realizados 43 testes, sendo 12 amostras reagentes e
quatro com sorologia positiva para calazar, como também é conhecida a
enfermidade.
Conforme o órgão, a Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença
infecciosa não contagiosa, causada por parasitas que vivem e se multiplicam no
interior das células do sistema de defesa do hospedeiro. A forma de transmissão
é por meio da picada do mosquito Lutzomyia longipalpis, popularmente chamado de
mosquito-palha ou birigui.
A doença é caracterizada, dentre outros sintomas, pelo
aparecimento de febre de longa duração, perda de peso, perda ou diminuição da
força física, fraqueza muscular, hepatoesplenomegalia (aumento do tamanho do
fígado e do baço) e anemia. Se não tratada, pode evoluir para óbito em
mais de 90% dos casos confirmados.
A enfermeira referência técnica do Programa Municipal de
Leishmanioses, Thais Peixoto, destacou que o diagnóstico e o tratamento para os
humanos estão disponíveis em todas as policlínicas e hospitais do município.
CASOS CONFIRMADOS - De acordo com o coordenador de Endemias, Edilson Matos, em
2020, Feira de Santana confirmou 10 casos da doença em humanos, nos bairros
Capuchinhos, Queimadinha, Nova Esperança, Tomba, Gabriela e nos distritos de Maria
Quitéria e Matinha. Este ano, até o momento, foram notificados três casos, não
havendo registro de mortes no período.
No município, as ações de vigilância epidemiológica para
controle do vetor incluem: realização de pesquisa de vetores nas localidades
com ocorrência dos casos humanos e caninos confirmados; controle químico
(borrifação); exames sorológicos de cães para diagnóstico da Leishmaniose
Visceral Canina (LVC); recolhimento dos cães positivos para LVC e realização de
eutanásia, mesmo nos casos em que os animais não apresentam sinais clínicos,
mas positividade na sorologia.