Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, quarta, 08 de julho de 2026

Saúde

Pfizer faz acordo com Eurofarma para produção de vacina contra Covid-19 no Brasil

26 de Agosto de 2021 | 10h 12
Pfizer faz acordo com Eurofarma para produção de vacina contra Covid-19 no Brasil
Foto: Jack Guez/AFP

A farmacêutica norte-americana Pfizer, anunciou, nesta quinta-feira (26), que produzirá seu imunizante contra a Covid-19 no Brasil. A iniciativa faz parte de um acordo firmado com o laboratório Eurofarma, que produz medicamentos genéricos.

De acordo com o portal de notícias Uol, a confirmação consta de um comunicado conjunto com o laboratório alemão BioNTech, parceiro da Pfizer no desenvolvimento do antígeno. No documento, as empresas informam que o imunizante produzido no Brasil será distribuído para toda a América Latina.

Atualmente, o envio das doses prontas é realizado através de voos que partem de Miami, nos Estados Unidos, com destino ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Uma vez em solo brasileiro, os imunizantes são distribuídos aos entes federativos pelo Ministério da Saúde.

Ainda segundo o Uol, as três empresas assinaram uma carta de intenções. Segundo o acordo, a Eurofarma receberá a matéria-prima dos Estados Unidos e fará a produção e distribuição da vacina na região. A Pfizer e a BioNTech asseguraram que os processos de transferência técnica, treinamento e instalação de equipamentos começarão de imediato.

Com a parceria, a ideia é que o laboratório brasileiro tenha capacidade de produção equivalente a 100 milhões de doses por ano. As vacinas devem começar a ser entregues em 2022. "Nossa nova colaboração com a Euroforma expande nossa cadeia de distribuição global para outra região, ajudando-nos a prover acesso justo e equilibrado à nossa vacina contra a Covid-19", afirmou o presidente da Pfizer, Albert Bourla.

No Brasil, a vacina da Pfizer foi a primeira a conseguir registro para uso definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até o momento, diz o Uol, é a única aprovada para aplicação em adolescentes de 12 a 17 anos. Os outros imunizantes utilizados no país (CoronaVac, Janssen e AstraZeneca/Oxford) só têm autorização para aplicação em maiores de 18 anos.

terceira dose - As comunidades científicas internacional e nacional vêm recomendando a aplicação de uma dose de reforço contra o novo coronavírus. Nesta quarta-feira (25), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil começará a aplicar a terceira dose do antígeno contra a Covid-19 a partir do dia 15 de setembro. Segundo o gestor, os primeiros a receber a dose extra serão os idosos acima de 70 anos e os pacientes imunossuprimidos.

Em entrevista ao UOL News, Rosana Leite, secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, disse que a administração do reforço será realizada, "preferencialmente", com a vacina da Pfizer.

No entanto, também poderá ser feita com outra vacina elaborada a partir da tecnologia de Vetor Viral Recombinante (VVR), ou seja, constituída por vírus não patogênicos, altamente atenuados, capazes de produzir antígenos de outros patógenos quando inoculados no organismo humano. É o caso dos imunizantes da Janssen e da AstraZeneca/Oxford.

Conforme a gestora, o fármaco CoronaVac, elaborado pelo laboratório chinês Sinovac e produzido no Brasil pelo Instituto Butantan, não deverá ser utilizado na campanha da terceira dose, medida que, segundo o Uol, acabou gerando críticas por parte do governo do estado de São Paulo, onde está localizado a sede do centro de pesquisas.



Saúde LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje