A farmacêutica norte-americana Pfizer, anunciou, nesta quinta-feira
(26), que produzirá seu imunizante contra a Covid-19 no Brasil. A iniciativa
faz parte de um acordo firmado com o laboratório Eurofarma, que produz
medicamentos genéricos.
De acordo com o portal de notícias Uol, a confirmação consta de um comunicado conjunto com o laboratório alemão BioNTech, parceiro da Pfizer no
desenvolvimento do antígeno. No documento, as empresas informam que o
imunizante produzido no Brasil será distribuído para toda a América Latina.
Atualmente, o envio das doses prontas é realizado através de
voos que partem de Miami, nos Estados Unidos, com destino ao aeroporto de
Viracopos, em Campinas (SP). Uma vez em solo brasileiro, os imunizantes são
distribuídos aos entes federativos pelo Ministério da Saúde.
Ainda segundo o Uol, as três empresas assinaram uma carta de
intenções. Segundo o acordo, a Eurofarma receberá a matéria-prima dos Estados
Unidos e fará a produção e distribuição da vacina na região. A Pfizer e a
BioNTech asseguraram que os processos de transferência técnica, treinamento e
instalação de equipamentos começarão de imediato.
Com a parceria, a ideia é que o laboratório brasileiro tenha
capacidade de produção equivalente a 100 milhões de doses por ano. As vacinas
devem começar a ser entregues em 2022. "Nossa nova colaboração com a Euroforma
expande nossa cadeia de distribuição global para outra região, ajudando-nos a
prover acesso justo e equilibrado à nossa vacina contra a Covid-19", afirmou o
presidente da Pfizer, Albert Bourla.
No Brasil, a vacina da Pfizer foi a primeira a conseguir registro
para uso definitivo junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Até
o momento, diz o Uol, é a única aprovada para aplicação em adolescentes de 12 a
17 anos. Os outros imunizantes utilizados no país (CoronaVac, Janssen e AstraZeneca/Oxford)
só têm autorização para aplicação em maiores de 18 anos.
terceira
dose - As comunidades
científicas internacional e nacional vêm recomendando a aplicação de uma dose
de reforço contra o novo coronavírus. Nesta quarta-feira (25), o
ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que o Brasil começará a aplicar a
terceira dose do antígeno contra a Covid-19 a partir do dia 15 de setembro.
Segundo o gestor, os primeiros a receber a dose extra serão os idosos acima de
70 anos e os pacientes imunossuprimidos.
Em entrevista ao UOL News, Rosana Leite, secretária
Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, disse que a
administração do reforço será realizada, "preferencialmente", com a vacina da
Pfizer.
No entanto, também poderá ser feita com outra vacina elaborada
a partir da tecnologia de Vetor Viral Recombinante (VVR), ou seja, constituída
por vírus não patogênicos, altamente atenuados, capazes de produzir antígenos
de outros patógenos quando inoculados no organismo humano. É o caso dos
imunizantes da Janssen e da AstraZeneca/Oxford.
Conforme a gestora, o fármaco CoronaVac, elaborado pelo
laboratório chinês Sinovac e produzido no Brasil pelo Instituto Butantan, não
deverá ser utilizado na campanha da terceira dose, medida que, segundo o Uol,
acabou gerando críticas por parte do governo do estado de São Paulo, onde está
localizado a sede do centro de pesquisas.