A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concluiu,
na noite desta segunda-feira (20), que a adolescente de 16 anos que foi a óbito
sete dias após tomar a vacina da Pfizer/BioNTech não teve associação com a
imunização.
Segundo a Agência Brasil, representantes do órgão regulador consideraram
os dados recebidos do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, que
negam a relação entre a morte da menina, ocorrida no dia 2 de setembro, e sua
vacinação contra Covid-19, "consistentes e bem documentados".
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo atestou, na
última sexta-feira (17), que a causa provável da morte da adolescente está
ligada ao diagnóstico da doença autoimune denominada Púrpura Trombótica
Trombocitopênica (PPT).
Realizada por mais de 70 profissionais, a análise identificou
a enfermidade com base no quadro clínico e em exames complementares. Participaram
da investigação especialistas em Hematologia, Cardiologia, Infectologia, além
de profissionais atuantes nos Centros de Referência para Imunobiológicos
Especiais (Crie) do estado.
Por meio de nota, a Anvisa disse que "o relatório de
investigação elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo
foi recebido pela agência, na noite deste domingo, 19 de setembro, contendo
detalhes de todo o processo de avaliação que concluiu não ser possível atribuir
diretamente o óbito à vacinação".
Agora, o órgão notificará a Organização Mundial da Saúde
(OMS) sobre as investigações, para avaliação quanto a qualquer possível sinal
de segurança. A Anvisa também afirmou manter sua posição acerca dos benefícios
das vacinas e de sua importância no combate à pandemia. "Até o momento, os
achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas
as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, os benefícios da vacinação excedem
significativamente os seus potenciais riscos", assegurou.