Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, s�bado, 11 de julho de 2026

Cultura

Nova exposição de Jorge Galeano tem abertura programada para esta quinta-feira (9)

Ísis Moraes - 09 de Dezembro de 2021 | 15h 49
Nova exposição de Jorge Galeano tem abertura programada para esta quinta-feira (9)
Foto: Divulgação

O homem e seu habitat é o tema da nova exposição do artista plástico argentino Jorge Galeano, cujo vernissage acontece, nesta quinta-feira (9), a partir das 20h, na loja Emoldurar. O espaço está localizado na Rua Nova York, 199, bairro Santa Mônica, em Feira de Santana, cidade que, há 35 anos, o pintor escolheu para fincar raízes e retratar a exuberância de suas paisagens interiores.

Nas imediações do bairro Pampalona, Galeano criou uma espécie de microcosmo. Sua casa-jardim é fonte inesgotável de inspiração. Ao mesmo tempo, um espelho do que ele gostaria que fosse o mundo e um refúgio contra a aridez que o cerca. É a partir desse pequeno oásis, espaço demarcado pela simplicidade e pela leveza, que ele lança no mundo suas ideias cromáticas.

O intuito se confunde com o papel da arte. Nas suas próprias palavras, pintar é uma forma de "tentar melhorar a existência". Sua arte, portanto, deriva do desejo de abrir os olhos humanos à urgente necessidade de se preservar a natureza e de se promover uma coabitação harmônica entre todos os seres vivos.

Por meio de suas telas, Galeano denuncia, incansavelmente, a sistemática destruição da fauna e da flora. "A natureza sempre foi minha inspiração. Sofro com a devastação dela e com a ocupação desordenada dos centros urbanos", lamenta.

Por isso, a paisagem ora se mostra colorida e abundante, ora aparece encolhida em pequenos nichos tropicais acossados pela errônea ideia de progresso que assombra a nossa sociedade.

Como um mecanismo que busca a reversão desse cenário predatório, o artista, ao longo de toda a sua carreira, trabalha temas ligados ao seu próprio cotidiano e estilo de vida, sempre permeados pela preservação ambiental, pela sustentabilidade e pela mobilidade urbana.

Nas 13 telas que compõem a nova exposição, o desígnio não é diferente, muito embora a originalidade seja uma das características mais marcantes do trabalho de Galeano, em quaisquer de suas fases. Formado pela Escola de Belas Artes de Buenos Aires, ele é reconhecido internacionalmente como artista multifacetado, que trabalha os mais diversos suportes, técnicas e materiais com singular domínio.

PANDEMIA - Todas as obras que integram a nova mostra, realizadas em vários formatos e pintadas em acrílico, foram concebidas durante a pandemia de Covid-19, crise sanitária que isolou e distanciou fisicamente a humanidade.

Galeano, no entanto, transformou a solidão viral em cores e imagens vibrantes e envolventes, habitadas por personagens instigantes, seres míticos, pássaros e outros animais cotidianos que enfeitam a vivência humana, todos brotados de suas interações cognitivas, da inevitável fusão de suas raízes culturais de influência andina com o vasto imaginário sertanejo ao qual se permitiu integrar.

Galeano diz que não se deixou intimidar por esses tempos tão difíceis. Sabe que as forças que conduzem o mundo nunca facilitaram a sobrevivência do artista. Por isso mesmo, declara que a arte sempre encontra uma maneira de escapar dos alçapões erguidos, há muito, pelo mercantilismo. "Talvez essa seja a clave da criação. Quanto mais difícil, maior a originalidade", pondera.

Artista inquieto, versátil e plural, Jorge Galeano acumula, em seu currículo, um expressivo número de premiações, exposições individuais e coletivas, bienais, obras públicas, cursos, oficinas e publicações. Sua nova exposição fica em cartaz por curto período de tempo. Será encerrada no próximo sábado (11). Todas as telas estarão à venda e poderão ser apreciadas, pelo público, em horário comercial.



Cultura LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje