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Saúde

Morre primeiro brasileiro vítima da varíola dos macacos

29 de Julho de 2022 | 13h 28
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Morre primeiro brasileiro vítima da varíola dos macacos
Foto: Shutterstock

O Brasil registrou, nesta sexta-feira (29), a primeira morte provocada pela varíola dos macacos. A vítima é um homem de 41 anos, residente no município de Uberlândia, no estado de Minas Gerais. O óbito foi confirmado pelo Ministério da Saúde.

Segundo o órgão, o paciente tinha baixa imunidade e apresentava uma série de comorbidades, entre elas, um linfoma, isto é, câncer no sistema linfático. Esses fatores teriam sido os responsáveis pelo agravamento do quadro clínico.

O estava internado em um hospital público de Belo Horizonte e vinha sendo submetido a tratamento intensivo. A equipe médica responsável pelo caso apontou como causa da morte um choque séptico.

Segundo a CNN, o Brasil é o primeiro país a registrar óbito pela doença fora do continente africano. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, entre janeiro e julho de 2022, cinco mortes foram registradas no mundo, por causa do vírus Monkeypox. Três vítimas fatais residiam na Nigéria e duas na República Centro-Africana.

No último sábado (23), a OMS emitiu alerta máximo em relação à doença, que passou a ser classificada como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional. Nesta quinta-feira (28), o Ministério da Saúde brasileiro passou tratar a enfermidade como “surto”, ao divulgar informações relativas aos casos existentes no país. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) criou um Comitê Técnico para monitorar as ocorrências e adotar as providências necessárias ao controle.

Baixa letalidadeO contágio pelo vírus Monkeypox causa sintomas semelhantes aos da varíola comum, mas menos graves. Os primeiros sinais são: febre, linfonodos inchados, dores de cabeça e musculares e falta de energia. Três dias após a manifestação da febre começam a surgir erupções na pele, como bolhas no rosto, mãos, pés, olhos, boca ou genitais.

Conforme as autoridades sanitárias, existem dois grupos de vírus da varíola dos macacos: o da África Ocidental e o da Bacia do Congo (África Central). Segundo a CNN, as infecções humanas com o tipo oriundo da África Ocidental parecem causar doenças menos graves em comparação ao grupo viral da Bacia do Congo, com taxa de mortalidade de 3,6% em comparação com 10% para o da Bacia do Congo.

A cientista Rosamund Lewis, líder técnica sobre varíola dos macacos do Programa de Emergências da OMS disse que não há tratamento específico e que os cuidados são, basicamente, envolvem as lesões de pele e controle dos demais sintomas. “A coisa mais importante sobre a varíola dos macacos é que ela causa uma erupção cutânea, que pode ser desconfortável, pode causar coceira e pode ser dolorosa. Portanto, a coisa mais importante sobre cuidar de alguém com essa doença é, basicamente, cuidar da pele e cuidar de quaisquer sintomas que alguém possa ter, como dor ou coceira”, afirmou.

Além disso, é preciso monitorar as possíveis complicações e prevenir as sequelas de longo prazo. Os pacientes devem ser adequadamente nutridos e bem hidratados, a fim de manter o sistema imunológico capaz de combater a infecção. 



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