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Saúde

Ministério da Saúde confirma 1º caso autóctone de cólera, em Salvador, após 18 anos

21 de Abril de 2024 | 12h 52
Ministério da Saúde confirma 1º caso autóctone de cólera, em Salvador, após 18 anos
Foto: Reprodução/Getty Images

Por meio de uma nota técnica divulgada na última sexta-feira (19), o Ministério da Saúde (MS) confirmou o registro do primeiro caso autóctone de cólera no Brasil. A ocorrência foi identificada em Salvador, capital baiana, após 18 anos sem diagnósticos no território nacional.

O caso local da incidência do vibrião colérico, microrganismo que causa a enfermidade, está sendo tratado pela pasta como isolado. Conforme o MS, o paciente contraiu a doença sem ter tido contato com pessoas infectadas e sem ter se deslocado para países com casos confirmados.

O órgão ressaltou, ainda, que o penúltimo caso autóctone registrado no Brasil data de 2006. Anteriormente, foram identificados pacientes contaminados entre 2004 e 2005, em Pernambuco. Desde então, houve apenas registros de casos importados de cólera.

A nota técnica do Ministério da Saúde destaca que, agora, a doença foi detectada em um homem de 60 anos de idade. No último mês de março, o paciente apresentou sintomas clássicos da cólera, como desconforto abdominal e diarreia.

Segundo a pasta, o homem não transmite mais a doença desde abril. "Os achados da investigação epidemiológica realizada até o momento indicam se tratar de um caso isolado, localizado e sem evidências de ocorrência de outros casos. Considerando o período de transmissibilidade da doença, o paciente não transmite mais o agente etiológico desde o dia 10/04/2024", diz o documento assinado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente.

O Ministério da Saúde aponta, ainda, que vem realizando o acompanhamento do paciente e apoiando as autoridades sanitárias locais, com o intuito de "minimizar os possíveis impactos à saúde da população".

Doença infectocontagiosa aguda do intestino delgado, a cólera é transmitida por meio de alimentos ou água contaminados. Também pode ser passada diretamente, de pessoa para pessoa. Isto acontece porque o indivíduo infectado continua excretando as bactérias em suas fezes durante uma a duas semanas.

A forma grave da doença pode levar o paciente à morte por desidratação. Os sintomas mais comuns da cólera são: náuseas, vômitos, diarreia intensa e dor abdominal. Com a perda de líquidos, a pessoa acometida pela doença também tende a apresentar irritabilidade, letargia, olhos encovados, boca seca, sede excessiva, pele seca e enrugada, pouca ou nenhuma produção de urina, Pressão Arterial (PA) baixa e arritmia cardíaca.

A desidratação pode, ainda, levar o paciente a um desequilíbrio eletrolítico. A rápida perda de minerais do sangue (eletrólitos) ocasiona o surgimento de outros sintomas, como câimbras musculares e choque. Este ocorre quando o volume de sangue baixo provoca queda na PA e na quantidade de oxigênio no sangue. Se não tratado de forma imediata, o desequilíbrio eletrolítico pode matar um indivíduo em questão de minutos.

Diagnóstico – De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), de janeiro a março de 2024, 31 países registraram casos ou declararam surtos de cólera. Embora os sinais da doença sejam inconfundíveis em zonas endêmicas, o diagnostico só pode ser confirmado por meio de análise fecal.



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