Uma mulher residente no município de Irecê, no Norte da Bahia, enterrou o feto errado, após sofrer um aborto e espontâneo. Ela só descobriu que não havia sepultado o filho dias depois.
O aborto aconteceu no dia 12 de novembro. Dois dias depois, o
Hospital Regional Dr. Mário Dourado Sobrinho liberou o feto para sepultamento.
A família, então, realizou o velório e, na sequência, o enterro.
No dia 15, contudo, o erro foi descoberto, após um
funcionário da unidade hospitalar entrar em contato, solicitando que os pais retornassem
ao hospital. No local, eles foram informados de que uma troca acidental.
Após tomar conhecimento de que o feto entregue para
sepultamento não era o seu, a mulher ficou indignada. “Eu fiz o reconhecimento na hora da liberação, mas os bebês eram
idênticos. Tinham o mesmo mês de nascimento, o mesmo tamanho. Estava roxinho
por estar morto. O erro foi deles, porque, no papel de óbito, estava tudo: meu
nome, a hora, a data. Quem foi irresponsável foram eles, por não conferirem o
documento. Meu bebê estava no congelador e o da outra mãe não estava”, relatou.
A família precisou autorizar a exumação do corpo e realizar outro
sepultamento, desta vez, do feto correto. Por meio de nota, a Polícia Civil da
Bahia (PCBA) disse que o caso está sendo investigado pela 1ª Delegacia
Territorial de Irecê.
Um Boletim de Ocorrência foi registrado no último sábado
(15). Testemunhas estão sendo ouvidas e outras diligências serão realizadas, a
fim de esclarecer os fatos e apontar os responsáveis pela troca dos fetos.
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) se manifestou,
por meio de nota. Conforme o órgão, uma sindicância foi instaurada. A direção
do Hospital Regional Mário Dourado Sobrinho, gerido pelas Obras Sociais Irmã
Dulce (OSID), disse ter identificado uma falha na conferência da identificação
de um natimorto.
A Sesab enfatizou que o hospital acionou a polícia logo após
perceber o erro. E afirmou que a unidade também procurou o cemitério e as
famílias envolvidas, a fim de desfazer o mal entendido.
De acordo com o órgão, o toda assistência foi prestada aos dois
núcleos familiares envolvidos, durante todo o processo. A colaboradora
responsável pela liberação dos corpos foi afastada, preventivamente, até a
conclusão das investigações.
Além disso, a Sesab informou que acompanha a apuração
conduzida pela Polícia Civil e salientou que reforçará os protocolos de identificação
e segurança, com o intuito de evitar situações semelhantes.