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  • Feira de Santana, tera, 13 de janeiro de 2026

César Oliveira

Reforma do Anexo da Câmara segue inconclusa - e mal explicada - há um ano

08 de Janeiro de 2026 | 18h 35
Reforma do Anexo da Câmara segue inconclusa - e mal explicada - há um ano

Feira de Santana sempre teve obras empacadas. Algumas delas estão sendo resolvidas pelo governador Jerônimo (Amélio Amorim, Auditório da Uefs, duplicação da Contorno, Aeroporto) e pelo prefeito Ronaldo (Biblioteca Arnold Silva). Outras seguem empacadas: Lagoa Salgada, BRT e saneamento básico. Ao lado das antigas, soma-se uma nova: o prédio anexo da Câmara, que segue inconcluso.

Recentemente, o presidente da Câmara prorrogou por mais 30 dias o prazo para conclusão dos trabalhos da Comissão Especial criada para apurar as razões pelas quais as obras foram interrompidas há um ano, na gestão anterior. A sindicância sobre as obras do anexo da Câmara Municipal de Feira de Santana, na Bahia, surgiu devido a questionamentos de vereadores sobre os valores gastos e irregularidades.

Segundo o Acorda Cidade, ao ser questionado sobre o andamento da obra de reforma do prédio anexo da Câmara, o presidente explicou que a unidade já passou por uma auditoria, cujos resultados foram amplamente divulgados, e que a nova mesa diretora convocou por três vezes a empresa responsável pela obra para que ela pudesse retomar as atividades, o que, até o momento, segundo Marcos Lima, não aconteceu.

“O Ministério Público (MP) nos acionou, e nós levamos ao conhecimento deles o resultado da auditoria que foi feita. Levamos as documentações e a convocação que fizemos da empresa para que pudesse retornar, e ela não retornou. Ficou certo que o MP convocaria a empresa para buscar justamente o retorno; caso a empresa não retorne, o próprio Ministério Público fará os encaminhamentos necessários”, disse o presidente da Câmara.

“Na auditoria, ficou comprovado que houve um valor de quase um milhão e meio que foi pago a essa empresa, e ela não executou os serviços. Então, nós solicitamos que ela retornasse para poder finalizar e entregar o que foi pago pela Câmara Municipal, o que não foi realizado. Não foi encontrado o gerador [no valor de cerca de R$ 100 mil], e ainda não foram encontrados alguns aparelhos de ar-condicionado e portas de blindex. Eles alegam que isso só seria colocado no final, mas foi pago, e eu precisava ver esse material; não tenho visto nem no prédio anexo nem em outro local”, complementou Lima.

Empurra para cá, empurra para lá, o que o cidadão feirense precisa é que seja esclarecida a aplicação correta dos recursos municipais e quem se beneficiou de desvios, caso tenham ocorrido. O que não pode acontecer — nem ser cozido em banho-maria até ser esquecido — é a obra permanecer inconclusa com recursos já repassados à construtora! Ou, então, que ela seja acionada para devolver.

 



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