A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), admitiu publicamente, pela primeira vez, a possibilidade de deixar o comando do Executivo municipal para integrar a chapa majoritária da oposição na disputa pelo Governo da Bahia nas eleições deste ano. Caso a decisão seja confirmada, a gestora deverá se desincompatibilizar do cargo até o início de abril, prazo legal de seis meses antes do pleito marcado para 4 de outubro.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante entrevista ao jornalista Daniel Silva, conforme divulgado pelo site Políticos do Sul da Bahia. Questionada sobre a hipótese de compor a candidatura encabeçada por ACM Neto (União Brasil), a prefeita afirmou que está à disposição do grupo político para novas missões.
Reeleita em primeiro turno com quase 60% dos votos, Sheila Lemos ressaltou que recebeu mandato para governar por quatro anos, mas sinalizou que pode assumir outro papel no cenário estadual. “Eu me reelegi com quase 60% dos votos, no primeiro turno, para cumprir quatro anos de mandato. Mas para ajudar a Bahia a se libertar do PT, eu estou preparada para qualquer missão”, declarou.
O posicionamento representa uma inflexão na postura pública da gestora, que até então evitava tratar abertamente da possibilidade de deixar a prefeitura antes do fim do mandato. Com a manifestação explícita, a eventual participação na chapa oposicionista deixa o campo das especulações e passa a integrar, oficialmente, o tabuleiro político estadual.
A prefeita também superou entraves judiciais recentes. Após ter a candidatura considerada irregular pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, foi posteriormente absolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que consolidou sua reeleição.
Vitória da Conquista figura como o terceiro maior colégio eleitoral da Bahia, atrás apenas de Salvador e Feira de Santana, fator que amplia o peso político da eventual presença da prefeita em uma composição majoritária da oposição no estado.
Com informações do Bahia Notícias.