Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, s�bado, 11 de julho de 2026

Valdomiro Silva

"Frágil e cambaleante", diz Geddel, sobre candidatura de Jerônimo em 2022, ao cobrar agora lealdade ao MDB

VALDOMIRO SILVA - 30 de Março de 2026 | 14h 39
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Pelo visto, vai mesmo ficar para o "apito final" do jogo, a definição de um substituto do vice-governador Geraldo Júnior, do MDB, na chapa majoritária governista para as próximas eleições. Geraldinho, como chamado pelos amigos dele, parece carta fora do baralho. Já não estava muito firme e deu golpe de misericórdia em si mesmo ao fazer comentário, negativo, que vazou no whatzapp, sobre o ministro Rui Costa, que rivaliza com o companheiro petista, senador Jaques Wagner, pelo protagonismo junto ao presidente Lula e ao governador Jerônimo Rodrigues. Rui está na frente dessa briga. 

Tá um verdadeiro balaio de gatos, a escolha para a vaga de candidato a vice do grupo que se encontra no poder. De acordo com o Bnews, o próprio governador está se movimentando para encontrar o nome ideal e teria feito contato com Elmar Nascimento, um deputado federal, pasmem, do União Brasil, que poderia se filiar ao MDB, sigla comandada com mão de ferro pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima. Elmar teria prometido uma resposta nos próximos dias. 

Rui, interessado em tirar Geraldo Júnior de cena, após a decepção que sofreu com o vice-governador, teria participado deste encontro. Acontece que Geddel não quer nem ouvir falar da hipótese de Elmar filiar-se ao MDB para que possa representar o partido na chapa:  "O MDB é hermeticamente fechado a se prestar ao papel de barriga de aluguel e não sentaríamos para negociar essa questão". 

O mesmo portal divulgou também que Geddel, já demonstrando impaciência, chamou de "frágil" e "cambaleante" a candidatura de Jerônimo em 2022, "que  não despertava entusiasmo e crença nas pessoas", mas mesmo assim foi apoiada pelo MDB. Em ameaça velada, disse que se o espaço for ocupado através de "ato de força, de violência política", então o partido vai tomar posição.

Wagner, o outro membro do "trio de ferro" petista, não fora convidado para a suposta reunião de Jerônimo e Rui com Elmar, pois se mantém firme na defesa da manutenção do atual vice-governador: “Não participei, mas minha posição é pública. Se dependesse da minha vontade, eu confirmaria a chapa vitoriosa na última eleição. Eu acho que eles (Geddel e o irmão, ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima) defendem o direito deles de manter o vice-governador, que foi importante quando veio".

O portal soteropolitano informa que houve ações de lideranças governistas, para escolha de um novo vice, em torno de figuras como o presidente da Câmara de Salvador, vereador Carlos Muniz, deputado estadual Niltinho, prefeito de Jequié, Zé Cocá, prefeito de Feira José Ronaldo, ex-deputado federal e atual presidente do Avante, Ronaldo Carletto, e deputado federal Diego Coronel, este último em uma compensação ao pai dele, senador Ângelo Coronel, que não seria o candidato do grupo à reeleição.

E mesmo antes da sondagem de Jerônimo e Rui a Elmar, de acordo com o "Bnews", o PSD, de Otto Alencar, teria sido "formalmente convidado" a indicar o vice. Ligados ao senador, os nomes de Ivana Bastos, presidente da Assembleia Legislativa, e dos deputados estaduais Adolfo Menezes e Alex da Piatã, passaram a ser cogitados

À imprensa, Otto não confirma convite algum, garante não ter feito indicação mas reclama participação no processo: "Eu acho que deveriam se reunir os presidentes dos partidos junto com Wagner e Rui (e Jerônimo?) para tomar uma decisão em conjunto". Sua opinião é compartilhada por Lúcio. "Nunca fomos chamados para conversar, para participar das articulações. Política não é faca no pescoço. Faca no pescoço era no tempo dos piratas”.

Parafraseando o irmão, Lúcio afirmou confiar "na palavra de Jaques Wagner, que disse que o vice-governador era Geraldinho".  Jerônimo, como se vê, é figura oculta, sobre este compromisso, na fala dos irmãos Vieira Lima.  Lúcio lembra que o partido deu prova "de que queremos o bem do grupo" quando procurou pelo senador Ângelo Coronel e ofereceu para ele ou o filho dele, deputado federal Diego Coronel, ocupar a vice.  Ou quando "conversamos com o Zé Ronaldo e Zé Cocá". 

Mas, caso algum destes aceitasse a oferta, o MDB não estaria, de algum modo, funcionando como a tal "legenda de aluguel", princípio negado por Geddel?  Fato é que Jerônimo está cutucando o diabo com vara curta. O MDB, caso perca a indicação do vice, certamente vai deixar a longa aliança com os petistas, para reforçar ACM Neto. Até porque não haveria nada mais de relevante para o governador oferecer em troca (da ausência do partido na chapa), uma vez que as duas candidaturas para o Senado já tem dono, de escritura passada e tudo, Wagner e Rui.



Valdomiro Silva LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

Charge do Borega

As mais lidas hoje