Professores da rede municipal de Feira de Santana decidiram, em assembleia realizada na quinta-feira (16), paralisar as atividades no próximo dia 23 de abril. A mobilização foi aprovada diante da insatisfação da categoria com a falta de respostas da Prefeitura às reivindicações, especialmente relacionadas ao cumprimento da tabela salarial e de acordos firmados anteriormente.
Entre os temas debatidos, ganhou destaque a questão dos precatórios do Fundef. A discussão se intensificou após a apresentação de um projeto de lei que prevê o pagamento apenas do valor principal, sem a inclusão de juros, o que tem gerado preocupação entre os docentes.
De acordo com a presidente da APLB Sindicato no município, Marlede Oliveira, a proposta pode reduzir significativamente os valores a serem recebidos pelos professores, além de excluir parte dos beneficiários. Segundo ela, caso o projeto seja aprovado sem os juros, a entidade poderá adotar medidas judiciais, a exemplo do que já ocorreu em relação à rede estadual.
Outro ponto de tensão é o reajuste salarial de 5,4%, aprovado no último dia 9, com efeito retroativo ao mês de janeiro. A categoria aponta que a proposta não contempla os professores aposentados, defendendo a aplicação do mesmo índice para ativos e inativos, com base no princípio da paridade.
A decisão pela paralisação ocorreu após o encerramento do prazo dado à Prefeitura para apresentar respostas sobre a tabela salarial, o que, segundo a entidade, não aconteceu até a última quarta-feira (15). Os professores também destacam a existência de um acordo judicial homologado desde agosto do ano passado que ainda não teria sido cumprido.
Como parte da mobilização, está previsto o ato “café com educação”, às 7h30 do dia 23, em frente à sede da Prefeitura. Já no período da tarde, às 16h, está agendada uma reunião com a secretária municipal de Administração para tratar das demandas da categoria, com foco na tabela salarial e na homologação do acordo judicial.
As informações são do Acorda Cidade.