O Salão Nobre da Prefeitura esteve lotado de jornalistas,
secretários e autoridades convidadas. Está bem próximo de ocorrer o processo
licitatório, que terá a direção da Bolsa de Valores de São Paulo - mesmo status
conferido à licitação para seleção da empresa responsável pela construção do
futuro Hospital Municipal. De acordo com o prefeito, o edital deverá ser
publicado logo após análise e aprovação por técnicos da Bolsa.
O prefeito, o procurador-geral do Município (PGM), Guga Leal,
e o titular da Superintendência Municipal de Trânsito, Ricardo Cunha, abordaram
elementos técnicos, como os preços que serão cobrados, o tempo permitido de
estacionamento, além das ruas e praças onde serão feitas as cobranças, entre
outros esclarecimentos.
Ronaldo confirmou que o processo "está concluído e
deverá ser publicado nos próximos dias, no Diário Oficial, com datas marcadas
para a licitação, que vai ser realizada na Bolsa de Valores de São Paulo”.
Destacou que a elaboração do edital, pelos técnicos, foi
"absolutamente criteriosa" e que a licitação deverá acontecer dentro
do prazo determinado por lei. E lembrou que o assunto é "muito
debatido pela comunidade" que já se tentou implementar outras vezes,
"sem sucesso, devido a ações judiciais.
Os "entraves legais" que impediram a licitação em
2024, lançada pelo então prefeito Colbert Filho, foram superados, assegurou o
procurador geral do Município, Guga Leal: “Todo o processo foi concluído
com as publicações legais. A administração municipal aguarda agora a
manifestação da Bolsa de Valores, autorizando a continuidade do processo, para
então publicar o edital".
O superintendente de Trânsito, Ricardo Cunha, observou que a
fiscalização será eletrônica. Os agentes de trânsito apenas irão atuar em casos
de descumprimento do tempo previsto para estacionar, que será de no máximo duas
horas.
Criação da Zona Azul é mesmo uma pedra no sapato das prefeituras. Recentemente, foi suspenso em Jacobina um processo de implantação do serviço naquela cidade, após uma decisão que aponta risco à competitividade na licitação. O certame, avaliado em R$ 6,6 milhões, foi paralisado para análise de possíveis irregularidades no edital. Não anda em lugar nenhum. A coisa é seríssima.
Ronaldo, como já dito nesta coluna, está determinado a
quebrar essa barreira e, finalmente, finalizar um projeto que ele busca
concretizar desde a sua primeira gestão, iniciada no longínquo 2001. São 25
anos de tentativas. Além dele, os ex-prefeitos Tarcízio Pimenta e Colbert Filho
buscaram, mas sucumbiram aos sucessivos impedimentos legais.
Uma informação importante para os futuros usuários da Zona
Azul e que costuma suscitar dúvidas, além de reclamações, é que não existe
cobertura de seguro para os automóveis estacionados nas vagas, embora os
motoristas tenham que pagar por elas. É o que está escrito na regulamentação do
sistema. Não há anormalidade nisso.
Afinal, Zona Azul não oferece segurança, em via pública, contra vandalismo, furto/roubo do veículo ou de objetos que estejam em seu interior. O pagamento da tarifa serve exclusivamente para remunerar a administração da vaga e garantir a rotatividade. Não implica dever de guarda, vigilância ou indenização por parte da empresa concessionária do serviço. Este é o entendimento consolidado pelos tribunais do país. Diferentemente dos estacionamentos privados, que respondem por danos ou furtos conforme súmula do Superior Tribunal de Justiça.