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Valdomiro Silva

Em desapropriação estimada em R$ 25 milhões, Prefeitura de Feira vai instalar Centro Administrativo na área do antigo Caroá

VALDOMIRO SILVA - 22 de Maio de 2026 | 18h 04
Em desapropriação estimada em R$ 25 milhões, Prefeitura de Feira vai instalar Centro Administrativo na área do antigo Caroá
Foto: Jorge Magalhães/PMFS

O prefeito José Ronaldo anunciou, nesta sexta-feira (22), uma verdadeira bomba, como a gente, jornalista das antigas, chamava uma notícia impactante. A desapropriação da área onde funcionou, por décadas, o histórico Hotel Caroá é um feito importantíssimo, da Gestão Municipal. Mais de uma dezena de secretarias que não têm sede própria vão ser instaladas no local, que se transformará em um Centro Administrativo.

Apenas de área construída, são mais de 4 mil metros quadrados, fora o estacionamento. A desapropriação deverá custar aos cofres públicos algo em torno de R$ 25 milhões, de acordo com estimativa de uma fonte ouvida pela coluna - o prefeito informou que a Caixa Econômica Federal fará a avaliação oficial. O Governo não fará empréstimo para efetuar o pagamento. O recurso já está em conta, separado, para honrar o compromisso.

Não deverá haver também qualquer dificuldade no entendimento entre a gestão e o proprietário do imóvel, visto que a negociação está devidamente acordada. A estimativa é que tudo esteja oficializado em um prazo de, aproximadamente, 60 dias.

Sacramentada a desapropriação, técnicos da Prefeitura, através da Secretaria de Planejamento, farão a avaliação das condições estruturais da edificação. Considerando a proximidade do imóvel com um bem tombado, no caso, o prédio do Paço Municipal Maria Quitéria, não deverá haver construção vertical no local. A tendência é manter o perfil atual, horizontalizado.

A prioridade do Governo é levar para o futuro Centro Administrativo secretarias que não tenham sede própria. No entanto, pastas que tenham grande movimentação de público, como a de Serviços Públicos, devem ser transferidas para o local. O objetivo é levar mais movimento para o comércio.

Por outro lado, secretarias hoje situadas no tombado prédio da Prefeitura podem migrar para o novo espaço público. Provavelmente, apenas o Gabinete do Prefeito continuará no palácio oficial, para um melhor aproveitamento e preservação daquelas centenárias instalações. Em um dos seus textos contando a história da cidade, o jornalista Adilson Simas informa sobre os primórdios do Hotel Caroá, fundado em 8 de outubro de 1973:

"Um dos mais tradicionais e emblemáticos de Feira de Santana, marcou época na história da hotelaria e da vida social da cidade. Sob a razão social Olitel Oliveira Turismo e Empreendimentos Limitada, o hotel foi idealizado pelo influente professor, protético e político Áureo Filho. Durante a década de 1980, o Caroá figurava no seleto grupo dos cinco grandes hotéis de Feira de Santana (junto com o Palace, Luxor, Samburá e Flexa). Mais do que uma hospedagem para viajantes e caixeiros-viajantes, o hotel era um ponto de encontro da sociedade feirense. O Sapoti, famoso bar do hotel, reunia executivos, políticos e intelectuais no fim de tarde para um "dedo de prosa". Suas dependências eram palco de reuniões importantes, como os encontros do Conselho Deliberativo do Fluminense de Feira. Com as mudanças econômicas e a chegada de novos modelos de hotelaria, o Caroá encerrou suas atividades na década de 1990. A estrutura física, composta por dois grandes prédios e uma ampla área de estacionamento, permaneceu de pé na Avenida Getúlio Vargas, mas sem a antiga função hoteleira".



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