O mercado do boi gordo manteve estabilidade, esta semana, na região, com a arroba cotada a R$ 330, conforme levantamento divulgado pela Cooperativa de Pecuaristas de Feira de Santana (Cooperfeira), com base nas negociações acompanhadas no Frifeira, frigorífico da entidade. O valor permanece inalterado desde o dia 19 de maio, consolidando um período de acomodação, após o ajuste registrado ao longo daquele mês.
A manutenção do preço ocorre depois do ciclo de valorização observado no início do ano. A arroba começou 2026 em R$ 320, avançou para R$ 340 em fevereiro e alcançou R$ 345 em março, patamar mantido em abril. Em maio, recuou para R$ 330, refletindo o aumento da oferta de animais para abate e a entrada do mercado na chamada safra do boi.
Apesar da estabilidade das últimas semanas, o mercado
apresenta sinais de maior firmeza. Embora a referência predominante continue
sendo R$ 330 entre os compradores acompanhados pela Cooperfeira, já existem
relatos de negociações pontuais na faixa de R$ 340 por arroba. Essas operações
ocorreram fora do universo pesquisado pela cooperativa e ainda não alteram a
referência oficial do mercado regional, mas são observadas pelo setor como
indicativo de um ambiente de negócios mais aquecido.
Outro fator acompanhado pelos pecuaristas é a expectativa de
um período mais seco, nos próximos meses, em função das projeções relacionadas
ao fenômeno climático El Niño. Essa
perspectiva influenciou a oferta de animais, ao longo das últimas semanas, e
continua sendo monitorada pelo setor.
O cenário regional acompanha o comportamento dos principais
mercados pecuários do país, que também registram estabilidade, após os ajustes
ocorridos em maio. Em diversos estados produtores, as cotações já superam os R$
340 por arroba, enquanto algumas praças trabalham em níveis ainda mais
elevados, reforçando a percepção de que a Bahia opera, atualmente, entre os
menores preços do país.
A expectativa para os próximos dias é de manutenção da
estabilidade, mas com viés de alta. O mercado segue atento ao comportamento da
oferta de animais, ao ritmo das exportações e à evolução das negociações nas principais
regiões produtoras.
Os valores divulgados são baseados em informações repassadas
por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência de
mercado, podendo oscilar conforme a movimentação diária.