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  • Feira de Santana, sexta, 26 de junho de 2026

César Oliveira

Projeção de crescimento do PIB para 2026 coloca a Bahia entre os cinco piores estados

César Oliveira - 26 de Junho de 2026 | 09h 54
Projeção de crescimento do PIB para 2026 coloca a Bahia entre os cinco piores estados

 Um levantamento realizado pelo Santander, com previsões de crescimento dos estados para 2026 evidencia uma clara divisão geográfica na movimentação  econômica do país. Enquanto o Norte e partes do Centro-Oeste e Nordeste deslancham em projeções mais robustas, o ritmo diminui drasticamente à medida que se desce no mapa, afetando grandes potências industriais e estados historicamente fortes do Nordeste.

Quem lidera a lista é  Tocantins, com crescimento estimado de 3,8%, seguido por Roraima (3,6%), Amazonas (3,0%) e Amapá (3,0%).

Projeção de PIB dos estados para 2026 (em %):

Tocantins — 3,85

Roraima — 3,62

Amazonas — 3,04

Amapá — 2,96

Mato Grosso — 2,92

Acre — 2,82

Pará — 2,76

Rondônia — 2,70

Distrito Federal — 2,35

Paraíba — 2,33

Santa Catarina — 2,24

Maranhão — 2,16

Goiás — 2,15

Espírito Santo — 2,10

São Paulo — 1,80

Minas Gerais — 1,79

Piauí — 1,76

Alagoas — 1,70

Ceará — 1,65

Pernambuco — 1,56

Sergipe — 1,55

Rio Grande do Norte — 1,39

Bahia — 1,34

Mato Grosso do Sul — 1,26

Paraná — 1,13

Rio Grande do Sul — 1,12

Rio de Janeiro — 1,09

A  análise regional do Nordeste revela profunda disparidade. De um lado, estados como a Paraíba (2,33%) e o Maranhão (2,16%) conseguem se descolar da média nacional. Do outro lado, a maior economia da região acende um sinal de alerta: a Bahia figura entre as últimas posições do ranking nacional.

Com uma expansão estimada em apenas 1,34%, o estado baiano ocupa a 23ª posição entre as 27 unidades federativas.  Esse desempenho coloca a Bahia bem abaixo de vizinhos nordestinos como o Piauí (1,76%), Alagoas (1,70%) e Ceará (1,65%). O resultado reflete as dificuldades do estado em encontrar novos motores de crescimento, pesando negativamente o desempenho de setores tradicionais da sua matriz econômica.

O pelotão de baixo, onde a Bahia se encontra, é composto predominantemente por estados do Centro-Sul, que enfrentam bases de comparação muito altas de anos anteriores ou gargalos estruturais específicos como eventos climáticos e acomodação de commodities: Mato Grosso do Sul (1,26%) e Paraná (1,13%); Rio Grande do Sul (1,125); Bahia (1,34%) e Rio de Janeiro (1,09%).

Em suma, embora nenhum estado brasileiro vá fechar 2026 no vermelho, o estudo do Santander deixa claro que o bolo vai crescer de forma muito desigual. Para a Bahia, o desafio selvagem é vencer o imobilismo econômico  e recuperar a perda de fôlego frente ao resto do país.



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