A Bolsa de Valores acumulou em 2019 a maior alta dos últimos três anos. O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,76%, a 115.645 pontos. O índice acumulou alta de 6,85% em dezembro e de 31,58% em 2019, a maior variação anual desde 2016.
A queda da taxa Selic fez investidores migrarem e é provável que isso tenha resultado nos recordes de pontos da Bolsa que se tornou o investimento mais lucrativo do ano, acima do ouro.
Nascido no grupo de ACM Neto, tendo ocupado Secretária de governo, Bellintani deixou o governo para dirigir o Bahia, uma forma de popularizar o nome, sem dúvida, e se tornou querido, também, do grupo de Rui Costa. Bom administrador ele levou o Esquadrão de Aço a uma ótima campanha na fase inicial do Brasileirão e a um péssimo desempenho em sua fase final. E apelou para pautas politicamentes corretas com o time, tornando o Bahia um mostruário de causas específicas.
Agora, o dirigente não sabe se vai ou se fica, na sua candidatura a prefeito de Salvador. Alíás, sinal dos tempos modernos, poderia sair por qualquer dos lados, o que nos dá a ideia de como anda amorfa e sem limites a política baiana.
A demora já começa a inquietar outros eventuais postulantes a candidatura. Enquanto isso, apesar de pedir novo prazo, Bellintani não decidiu o que quer.
Se bobear depois do tempo regulamentar, da porrogação, dos acréscimos, vai pedir o VAR sobre sua indecisão.
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em novembro, atingindo 11,9 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa foi a a segunda queda seguida do indicador, que ficou em 11,6% nos três meses até outubro. Com esses resultados a taxa de desemprego é a menor desde o trimestre encerrado em março de 2016, quando foi de 10,9%. Em maio e abril de 2016, a taxa foi de 11,2%.
Segundo o IBGE a população ocupada chegou ao recorde de 94,4 milhões de pessoas.
O costume de dizer que pesquisa muito antes da eleição não define nada, é muito relativo. A pesquisa publicada pelo jornal Folha do Estado, sinaliza algumas certezas e traz um rebanho de dúvidas. Por exemplo, a pontuação do prefeito Colbert parece menor do que a esperada e o julgamento de sua administração com apenas 17,9% de bom acende o alerta que ele precisa fazer mais- ou mostrar mais-, aos eleitores o que anda fazendo, para vencer opiniões pré-formadas sobre sua atividade política, inclusive sobre o gasto da sola do sapato. Embora não seja comparável, o governo Rui Costa, apesar do desgaste que é todo segundo mandato e de tratar Feira com pouco apreço, emplacou 33,9% de bom, sugerindo que ele pode impactar positivamente no seu candidato, ou, ao menos, reduzir a rejeição a ideia de mudança.
O deputado Zé Neto, figura carimbada de toda eleição, sai de seu patamar mais alto, lidera a pesquisa, e tem reduzida sua histórica rejeição. O deputado tem sido visto no boca a boca, ou no visita a visita, em bairros, acompanhado de colega deputado que trouxe para a cidade. A grande dúvida que pesa sobre sua candidatura é a eterna discussão sobre a capacidade de agregação do deputado, algo que ele nunca fez e que impacta sempre sobre seu crescimento.
Targino tem pontuação compatível com sua ação. Ele escapou recentemente de cassação, o que determinou um período de recolhimento. O deputado, também, tem ferrenhos adversários e é ferrenho adversários de outros, o que impacta na sua rejeição.
Geilson cresceu nas pesquisas, embora, tenha sobre si o peso da mudança para apoiar o PT- e não lhe deram um cargo tamanho G, a altura da mudança que fez e que certamente esperava-, e não se sabe qual apoio teria para se viabilizar. A cidade produz boatos até que ele poderia voltar ao leito de origem Ronaldista- especular faz parte da alma do feirense-, mas certamente teria um preço a pagar se o fizesse. Na política, no entanto, tudo é possível.
Há todo um grupo na faixa do 1% que dificilmente poderá ser emplacado, e é incrível que tenham tentado ressuscitar Fabinho, algo muito difícil de empurrar goela abaixo do feirense.
O marido de Dayane Pimentel anda anunciando mundos e fundos – “ a campanha”-, verbas, tempo de TV. Achar que pode ganhar só por esses instrumentos, isoladamente, sem uma base, faz parte mais do entusiasmo do que da realidade. Há sérias dúvidas sobre o impacto que a separação de Bolsonaro pode causar ao casal.
Há, o fator Ronaldo, ainda o maior eleitor, embora não o mesmo poderoso de antigamente, mas não se pode subestimar o trabalho de 20 anos de poder fazendo alianças, lideranças, e prestando serviços. A grande dúvida é com quem Ronaldo vai casar, como naquela velha canção de roda: com quem será, com quem será?
Teoricamente, Colbert , é o nome lógico, mas nunca ouvimos falar que lógica tivesse alguma utilidade na política. Evidente que se Colbert tirar o pé do freio – e ele anunciou um pacote de obras, a UPA de Humildes, a ligação da Ayton Senna ao Papagaio-, e mudar a cara da administração a parceria está feita e forte. Caso contrário, não duvido do sacrifício, o que levaria Colbert a se tornar uma opção para quem deseja afastar Ronaldo do poder.
Por último, temos a disposição de ACM Neto e Rui Costa, investirem em Feira- além da competição ferrenha que os dois prefeitos, ops, governador e prefeito fazem na capital-, o que poderia causar algum impacto, embora isso nunca tenha acontecido, mesmo no auge do PT e de Lula- agora condenado-, no poder.
Ah, sim, tem o imponderável. E esse, nunca se sabe se será candidato nessa eleição.
Semana passada uma pessoa de minha família foi abordada as 11h, por um bandido, perto do Módulo 7. O bandido encostou uma faca em sua barriga e ela entregou o celular, e bolsa com documentos, dinheiro. Felizmente , por sua calma, ela terminou sem ferimentos. Não é o primeiro caso, nem será o último.
É absolutamente inacreditável e fora da violenta realidade atual que a Polícia não possa entrar em um Campus Universitário. Durante os brutais anos da ditadura isso foi uma forma legítima e necessária de preservar a liberdade de pensamento político, mas isso não se sustenta no ambiente político atual, após governos federais de esquerda e governo estadual- atual, inclusive-, de esquerda.
A segurança das pessoas é o objetivo principal de uma força policial e dever do Estado, portanto não faz sentido pagarmos por essa segurança se ela não pode ser feita em determinados espaços. Além disso, gastamos- em tempos de recursos escassos-, segundo o governador, R$8 milhões, com segurança, na UEFS, duplicando um pagamento que poderia ser significativamente reduzido.
Outro aspecto a ser considerado é o desrespeito de uma instituição do Estado ( a Universidade) com outra instituição do Estado ( a Polícia), que diz que esta não é boa ou legítima o bastante para adentrar ao espaço daquela, que pertence ao próprio Estado. Chega a ser surrealista.
Subliminarmente, a UEFS, uma entidade educadora, transmite a informação aos seus 10 mil alunos e funcionários que a Polícia é algo a ser rejeitado, uma atitude doutrinária e irresponsável.
Essa é uma discussão que não pode continuar sendo evitada por servidão conceitual. O risco a vida, o medo, não podem fazer parte do currículo universitário de nenhum estudante.