1- Lucas Pinheiro, dono da primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno
2-O ínicio da Turma 35 de Residentes da Residência de Clínica Médica do HGCA
3- Tiradentes: a cidade trocou as charretes a cavalo por charretes motorizadas mantendo a caracterização do veículo
4- As chuvas de Março inundando o sertão de esperança
5- O avanço das obras do Centro de Cultura Amélio Amorim
6-O ministro André Mendonça do STF que colocou nos trilhos o processo do Banco Master escondido pelo horroroso Dias Toffoli
7- A jornalista Malu Gaspar que vem dando um show de jornalismo na cobertura do caso do Banco Master com os ministros do STF
8- A intervenção do governo de São Paulo que está mudando a história da cracolândia da cidade
9- Projeto Retreta com apresentação de Filarmônicas
10- Cheque de R$ 5 milhões entregue pela Câmara de Vereadores à Fundação Hospitalar
O Brasil assiste, entre o
estarrecimento e a desmobilização, a uma das mais devastadoras revelações sobre
as engrenagens do poder: o escândalo do Banco Master.
Com um rombo estimado em mais de R$ 40
bilhões — montante que recairá sobre o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e, por
extensão, sobre o sistema financeiro nacional —, o caso se tornou um emblema de
corrupção sistêmica.
O crescimento da instituição, iniciado
na Bahia, com a polêmica venda do Credcesta, sob a gestão de Rui Costa, ocorreu
de forma meteórica. O banco não apenas expandiu seus ativos, mas infiltrou-se,
de forma metastática, nas diversas instâncias do Estado.
No centro, está o concupiscente Daniel
Vorcaro, movido por desejo irrefreável pelo gozo e ânsia por ostentação
material e posse sexual, exemplificados nas orgias em sua casa, em Trancoso, e
festas com centenas de prostitutas.
Tais relatos e o uso instrumentalizado
de mulheres para seduzir autoridades sugerem uma estratégia de
"proxenetismo de luxo", voltada à compra de influência e à prática de
chantagens.
Safardana contumaz, Vorcaro operou com
métodos que remetem a estruturas mafiosas. Não se limitou à busca por
proteção política; investiu cifras astronômicas para cooptar o Judiciário.
O escândalo aponta para o pesporrente
ministro Alexandre de Moraes, mencionando um contrato de R$ 129 milhões
vinculado à sua esposa — advogada de currículo inexpressivo. Mensagens
reveladas pela jornalista Malu Gaspar indicariam uma proximidade atípica entre
o banqueiro e o magistrado.
O fato de o biltre ter acionado Moraes,
e não sua defesa técnica, no momento da prisão, levanta suspeitas graves sobre
tráfico de influência e prevaricação. A mensagem de visualização única —
“conseguiu bloquear?” — parece ter sido escrita, com um batom irremovível, na
estátua da Justiça do STF.
A mancha da suspeita imoral estende-se
ao ministro Dias Toffoli. As investigações sugerem a existência de empresas
interpostas envolvendo parentes do magistrado e sócios do banqueiro, com
destaque para o polêmico resort Tayayá.
Toffoli, que chegou ao STF por ter
sido advogado do PT, atuou para impor sigilo absoluto sobre as revelações
do processo, blindando o esquema, que só veio à tona após a mudança de relator
do processo.
Além disso, o sistema cooptou
sicofantas, na imprensa, e influenciadores, que disseminavam desinformação e
calúnias contra opositores. Vorcaro, um futre, desenvolto, manteve agendas
extraoficiais com o presidente Lula, autoridades do Banco Central (BC) e
políticos, como Ciro Nogueira. Houve, inclusive, tentativas de utilizar o Banco
de Brasília (BRB), de Ibaneis Rocha, para absorver ativos tóxicos de suas
empresas falidas.
Vale recordar que Jaques Wagner teria
articulado um cargo de R$ 1 milhão, para Guido Mantega, no Master. E que a
instituição mantinha contrato com o escritório de Ricardo Lewandowski — então
titular da Justiça —, pelo valor de R$ 250 mil mensais.
O esquema criou, ainda, uma espécie de milícia
privada, para agredir jornalistas, coagir críticos e funcionários,
infiltrando-se em órgãos de controle, como a Polícia Federal, o FBI, a Interpol
e o Ministério Público (MP), para a obtenção de informações privilegiadas.
Diante da inércia do Procurador-Geral
da República (PGR), Paulo Gonet — ex-sócio de Gilmar Mendes, um bonifrate sob
influência do STF —, o cenário é de uma crise institucional sem precedentes.
A promiscuidade entre o capital
financeiro, o sevandija Vorcaro, a política e a cúpula do Judiciário arrastam o
STF para um lamaçal, que desmoraliza os discursos de "salvação da
democracia" e coloca sob suspeição a legitimidade eleitoral brasileira.
O que se espera, em um Estado
Democrático de Direito, é o afastamento imediato dos envolvidos e uma depuração
rigorosa das instituições, antes que o pouco respeito que lhes resta se dissipe
totalmente.
Um grande homem é aquele que eleva a instituição sob seu
comando a um patamar superior ao que encontrou antes de sua chegada ao poder.
Aqueles que a reduzem costumam ser uma mancha na memória institucional,
restando, na história, apenas como nota negativa.
Aconteceu com Augusto Aras e acontece, agora, com Paulo
Gonet, Procurador-Geral da República, que parece ter optado pela inércia. Com
uma atuação anódina , o ex-sócio de Gilmar Mendes em seu Instituto de
Educação parece priorizar vinculações do passado, em detrimento do cargo que
ocupa.
A inércia com que atua diante do Caso Vorcaro é um desses
testemunhos dolorosos de uma biografia cada vez mais esquálida. Gonet
manteve-se inerte perante às revelações de que Dias Toffoli seria sócio oculto dos
irmãos em uma empresa suspeita de lavagem de dinheiro, além das negociações
envolvendo o Resort Tayayá, no Paraná, com um fundo de investimento cujo único
cotista era o cunhado de Vorcaro.
O "elástico" Gonet não considerou tais fatos
suficientes sequer para apontar a suspeição do ministro na relatoria do Caso
Master. Mesmo diante do fabuloso contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com
o escritório de advocacia da mulher do ministro Alexandre de Moraes — uma
profissional de currículo desproporcional a tal cifra e que, ao que tudo
indica, nada entregou em troca —, o PGR não viu estímulo para abrir uma
investigação.
Recentemente, o novo relator, ministro André Mendonça perdeu
a paciência. A gota d’água foi o parecer de Gonet contrário à nova prisão de
Vorcaro, ignorando a representação da Polícia Federal (PF). O PGR não
vislumbrou "perigo iminente" na liberdade de um criminoso acusado de:
manter uma milícia privada; Invadir sistemas da Justiça, da PF, da PGR,
do FBI e da Interpol; Trabalhar ativamente para ocultar o patrimônio desviado;
Encomendar o espancamento de um jornalista; e ameaçar funcionários de agressão
física.
Em sua decisão, Mendonça foi categórico: “diante desse
robusto quadro fático-probatório, lamenta-se que a PGR diga que ‘não se entrevê
no pedido [...] a indicação de perigo iminente’. Lamenta-se porque as
evidências dos ilícitos e a urgência para adoção das medidas requeridas estão
fartamente reveladas”.
Ao agir assim, Gonet enfraquece o Ministério Público, omite-se de sua obrigação ética como servidor do cidadão e permite-se submergir no pântano em que se transformou parte do Supremo Tribunal Federal (STF).
A ideia de que o Estado foi instituído para representar o
cidadão consolidou-se na Idade Moderna (séculos XVII e XVIII) por meio do
contratualismo. Em Leviatã (1651), Thomas Hobbes foi um dos primeiros a definir
o soberano como o representante da vontade coletiva. Para Hobbes, o Estado não
é meramente um governante, mas a própria personificação da multidão, agindo
para garantir a segurança, a paz e o proveito comum.
Nessa mesma esteira, John Locke propôs que o Estado
representa o cidadão com o fim específico de proteger direitos inalienáveis: a
vida, a liberdade e a propriedade. Mais tarde, Hegel elevou essa concepção ao
tratar o Estado como a realização da vontade ética absoluta sendo a instância capaz de conciliar interesses
individuais com o bem comum, representando a plenitude da vida em sociedade.
Essa transição marcou uma ruptura conceitual profunda: o poder deixou de ser visto como
divino ou natural (a tradição aristotélica) para tornar-se convencional e
racional. O indivíduo ascendeu à categoria de sujeito de direitos, e o Estado
assumiu o papel de gestor desses direitos.
Dessa forma, o Estado consolida-se como o representante do
povo e deve, por princípio, ser o guardião da confiança pública. É por isso que
causa profundo horror observar autoridades utilizando o aparato estatal para
obter vantagens pessoais ou silenciar opositores. Um exemplo emblemático dessa
distorção ocorreu no "Caso Francenildo": o então ministro da Fazenda,
Antônio Palocci, utilizou o aparato público para violar o sigilo bancário de um
caseiro, tentando deslegitimar o testemunho de um cidadão comum.
Essa perversão manifesta-se em diversas esferas: policiais
que utilizam a autoridade para extorquir; fiscais que transformam informações
privilegiadas em ferramenta de chantagem; membros do Judiciário que utilizam o
poder da toga para explorar terceiros; agentes de cartórios que falsificam a fé
pública para grilagem. Todo aquele que, investido de função pública, utiliza
seu poder para ameaçar ou explorar o cidadão comete o que deveria ser
considerado um crime hediondo.
Trata-se da mais perversa distorção do pacto social. Quando
o agente do Estado ataca o cidadão, a vítima encontra-se em absoluta
vulnerabilidade, pois o agressor detém o monopólio da força e da informação.
Por constituir uma traição direta aos fundamentos da República, tais crimes
deveriam prever o agravamento de penas e a perda rigorosa de benefícios penais.
FONTE: César Oliveira
Segundo relatos de pessoas próximas, o empresário Fábio Luís
Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, afirmou ter realizado uma viagem a Portugal na qual custos de passagem e
hospedagem teriam sido pagos pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes,
conhecido como Careca do INSS.
Antunes foi preso sob suspeita de corrupção de agentes
públicos, em uma investigação que, segundo veículos de imprensa e autoridades,
envolve um esquema considerado entre os maiores e mais crueis já revelados no país e que lesou aposentados. De acordo com investigações em andamento, o Careca do
INSS movimentou aproximadamente R$ 12 bilhões em apenas 129 dias; o montante
relacionado a consignações desviadas pode chegar a até R$ 90 bilhões. O escândalo do roubo aos aposentados é um dos mais volumosos golpes já aplicados no Brasil.
Lulinha afirmou ter viajado com Antunes para visitar uma fábrica de produção de cannabis com fins medicinais, mas negou ter fechado negócios ou recebido qualquer pagamento adicional do lobista. Circulam informações não confirmadas de que o lobista pagaria uma mesada mensal de cerca de R$ 300 mil ao filho de Lula; até o momento, não há confirmação oficial de que Lulinha tenha recebido benefício financeiro relacionado a Antunes.
Ao que parece, Lulinha estava com o dinheiro curto por isso aceitou a oferta da passagem e hotel.