Pesquisa do IBOPE da Bolsonaro com 28% e Haddad com 22%.
Marina derreteu, Alckmin empaca, e, em São Paulo, começa haver migração de votos de Alckmin para Bolsonaro.
A leitura final é que Bolsonaro já está no segundo turno e, talvez, leve no primeiro turno se o voto anti-petismo seguir nessa transferência e Haddad mantiver um crescimento menor do que esperado, após indicado por Lula.
Momento decisivo da eleição.
Em entrevista ao jornalista Augusto Nunes, Bolsonaro respondeu quando questionado sobre o fato de ser uma ameaça à democracia, disse: “Sou uma ameaça aos esquemas de corrupção no BNDES, no Banco do Brasil, na Caixa…”
“Quebraremos o sistema. Não na ignorância, mas na lei”.
A Universidade Estadual de Feira de Santana- UEFS está discutindo cotas para transgêneros, travestis e transsexuais, independente de terem estudado em escola particular ou não. Isso vai elevar o percentual de 50% para 55% das vagas ocupadas, por cotistas.
Não se sabe exatamente porque esse grupo foi escolhido e não os sertanejos, anões, ciganos, albinos, falcêmicos, usuários de óculos, tocadores de Oboé, ou qualquer outro grupo da sociedade, aleatoriamente.
Não existe demonstração em pesquisas de que esse grupo, inclusive os que estudam em escola privada, sejam, especificamente, diferentes de mim ou de qualquer outra pessoa, não havendo, portanto, uma justificativa para adoção dessa cota, exceto fornecer um privilégio às custas de um discurso politicamente correto. Em uma Sociedade em se pede tanto que não se discrimine essas pessoas, falta a delicadeza de respeitá-los em suas capacidades.
O pior tipo de preconceito é aquele que estigmatiza o outro fingindo oferecer proteção.
Excetuando-se os rasos de espírito, militantes com mente cativa, e extremistas pantanosos, todo restante da Sociedade brasileira condenou o atentado criminoso contra o candidato que liderava as pesquisas. Como já dissemos, em outra coluna, Lula, está preso e condenado por corrupção, em Curitiba, não participando, portanto, da eleição.
O autor da tentativa de assassinato, réu confesso, ganhou quatro advogados- que se contradizem sobre quem está pagando a conta-, tinha 4 celulares, laptop, viajou para fazer um curso de tiro, na mesma escola dos filhos de Bolsonaro, mas até agora não há dados para definir que houve um outro mandante e não apenas o ato de um "lobo solitário". É necessário, no entanto, uma rigorosa investigaçãom antes de descartar essa possibilidade.
Ainda não há certeza sobre o impacto que isso trará a campanha eleitoral. Bolsonaro estará impedido de ir a atos de campanha, mas ao mesmo tempo, ganhará o benefício de um menor número de ataques de seus adversários, especialmente Alckmin, que vinha assumindo essa posição ofensiva.
Os benefícios, em verdade, dependem mais da habilidade de Bolsonaro de lidar com um público que se tornou mais disposto a rejeitar a esquerda, e até a mudar o voto em favor do capitão. Se conseguir manter seu eleitorado mais radical e fazer acenos ao público mais moderado, Bolsonaro irá superar seu teto de crescimento.
Ele tem, literalmente, a faca e o queijo eleitoral nas mãos.
A incompetência administrativa do diretor do Museu Nacional e da Reitoria da UFRJ tem um atestado indiscutível: as cinzas da memória nacional e perdas irreparáveis. O deficit de verbas que a Reitoria tenta jogar para o governo federal terceirizando sua culpa, como de hábito, é desmentido pelos dados já publicados e que mostram crescimento do repasse a Universidade, que era quem determinava o valor do que era transferido ao Museu. Foi uma escolha de agenda e a Reitoria- cujo Reitor já foi investigado pelo MP, por usar a Universidade para fazer política- não escolheu como prioridade zelar com o devido desvelo do patrimônio ali existente. Tivessem um mínimo de vergonha administrativa- pouco habitual em militantes do PSOL- já teriam renunciado.
O que fica claro, vísivel sob o fogo, é o currículo Lattes de incendiários que ambos passam a ostentar, deixando evidente que a UFRJ não tinha governabilidade e expertise para gerir um Museu desse porte.
No momento em que Temer articula apoio de instituições privadas para obter verbas para sua recuperação os doadores pedem o lógico: que o Museu seja retirado da administração da UFRJ. O ideal é que fosse gerido por uma entidade com autonomia, como uma OS.
Foi um erro permitir que o Museu continuasse preso ao reino burocratico e aparelhado da Universidade, mas insistir no erro é burrice.