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César Oliveira - 19 de Outubro de 2017 | 21h 43
Setembro acaba com uma boa notícia: houve aumento de 34.392 postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (19/10) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo, esse, o sexto mês seguido em que foram abertas mais vagas de trabalho. No total do ano, o saldo positivo chega a 208.874 empregos um aumento de 0,5% em relação ao número de empregos de 2016.A Região Nordeste novamente foi a que gerou mais postos de trabalho com 29.644 vagas.
O fato mostra que a economia consegue caminhar à margem do caos político e que esse crescimento poderia ser ainda maior se tivéssemos estabilidade política. A crise gerada pela incompetência administrativa de Dilma Roussef – e que não deve ser esquecida- jogou o país na recessão por quatro semestres, mas começa a ser revertida. Não fosse Temer um farrapo moral, cercado de denunciados por todos os lados e com amigos como Geddel, ex-ministro, acusado de ser “chefe de quadrilha”, pela nova Procuradora Geral, nós já teríamos realizado as reformas e estaríamos gerando mais empregos.
Apesar da situação esquizofrênica, que é ter avanço econômico em meio à falência política, o Brasil emite sinais que alimentam a esperança de dias melhores.
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César Oliveira - 16 de Outubro de 2017 | 08h 52
Dizem que, Aécio, nos bastidores trabalhou para proteger Temer- afinal, os relatores da segunda denúncia contra o farrapo presidencial eram mineiros-, e que, agora, Temer, já ordenou ao pluridenunciado Romero Jucá, que ajude o mineiro que não pode sair de casa à noite, a sobreviver, mas sem deixar digitais, como se sabe, muito perigosas, atualmente.
O Congresso, é claro, tudo fará para proteger um de seus mais ilustres acusados, tentando, entre outras coisas, o voto secreto. Tal ato, no momento atual, soaria como escárnio, provocação, acinte, ao povo brasileiro, por mais conformado que ele seja.
Em episódio anterior o mesmo tipo de processo- com apoio de Aécio- teve voto aberto, conforme decidido pelos Congressistas. Não se pode ter uma regra do jogo a depender de quem é o membro que será julgado. Estabelecida já em jurisprudência anterior, e buscando sempre o máximo de transparência que o eleitor merece, só podemos fazer esta escolha.
Votação secreta, aqui, é golpe.
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César Oliveira - 13 de Outubro de 2017 | 18h 19
O STF em polêmica decisão delegou ao Senado o poder de decidir se uma pena da maior corte do país é aplicável ou não. O voto titubeante, claudicante, e confuso, da Presidente Carmem Lúcia foi simbólico da barafunda que a decisão causou no dividido plenário. Não de pode deixar de levar em conta que a decisão tenha sido influenciada pelo fator Aécio, afinal, esta decisão o atinge diretamente. Fosse outra conjuntura, em que apenas o debate sobre medidas cautelares estivesse em análise, sem envolver o Senador, talvez a decisão fosse outra.
Estas disputas entre Judiciário e Legislativo não são tão estranhas assim e outras vezes ambos os poderes já andaram metendo a colher na seara do outro, como o arranjo de Lewandowski para não cassar Dilma, por exemplo, apesar do impeachment. Esta história de equilíbrio entre poderes não pode e não deve ser usada para evitar que as questões essenciais sejam examinadas utilizando-se uma paz que não passa de oportunismo.
O que a Sociedade não entende, não tolera e não suporta mais é que existam ladrões inimputáveis. Eu, particularmente, entendo que as regras Constitucionais que protegem os parlamentares visam garantir o mandato, daí, sua imunidade. Não consigo absorver mais, no entanto, que um parlamentar acusado de crime comum só possa ser processado se seus pares o autorizarem, e chega-se a barbárie em que até penas podem ser suspensas pelo Legislativo.
Não é mais aceitável, que tenhamos cidadãos de duas estirpes: uma que sofre os rigores da lei, até por mínimos crimes e outra que conta com a impunidade geral do poder, independente do tamanho de seus crimes e de sua corrupção. Fosse Ministro e as malas de Geddel não o teriam levado a prisão. Isto é inconcebível e precisa ser revisto. Crimes comuns não são atos ideológicos ou de opinião- que devem ser severamente protegidos-, mas atos lesivos aos cofres públicos e aos pagadores de impostos, não podendo receber, portanto, salvo-conduto para persistência na delinqüência, como, aliás, faz o governista Romero Jucá.
Em um sistema já corporativista, viciado, auto-protetor, patrimonialista, a concessão do STF foi uma cereja a mais em um bolo já confeitado de leniência e tornou os criminosos eleitos verdadeiros superbandidos. A Sociedade precisa exigir e cobrar de forma dura uma urgente mudança no alcance da lei sobre o Legislativo.
A alegada imunidade não pode se converter em impunidade e último refúgio dos canalhas.
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César Oliveira - 13 de Outubro de 2017 | 18h 14
É inaceitável que o TSE implante um projeto de recadastramento biométrico tratando a população como manada e dificultando sua vida quando deveria ter como meta facilitar a vida do cidadão. O restristo número de pontos colocados a disposição do segundo maior colégio eleitoral do Estado, apenas, testemunha o improviso e o mau planejamento.
Aqui, na cidade, chega-se ao descalabro de venda de lugar. E a Justiça Eleitoral segue com a mesma posição soberba e indiferente.
Não se trata assim o eleitor, o pagador de impostos, o cidadão e a segunda cidade do Estado.
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04 de Outubro de 2017 | 21h 44
A reforma política aprovada no Congresso é pífia. Resume-se ao fim das coligações - o que tem efeito sanitário-; e a cláusula de desempenho ou barreira- o que terá efeito depurador-; mas sem mudança no processo eleitoral, tão esperado pela população que está cansada de ser roubada! De qualquer modo foram avanços a serem considerados!