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César Oliveira - 19 de Setembro de 2017 | 19h 16
Que fique claro: proibição de peças de teatro, apreensão de quadros, cancelamento de exposições, é um caminho perigoso, já que costuma levar a censura, obscurantismo, supressão de liberdade, limitação da arte, pois, a cada um será dado o direito de escolher o que é válido ou não.
Definido os limites de classificação etária - sim, necessários- estas manifestações não podem ser proibidas por ações de grupos. Sabemos por onde começa, mas não sabemos onde termina.
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César Oliveira - 14 de Setembro de 2017 | 05h 08
A parcial, mas já demolidora, delação de Palloci, abalou as lendas de Lula sobre sua inocência, afinal, o ex-ministro sempre foi o fiador do governo Lula junto aos empresários e seria o candidato inevitável a Presidência se não tivesse sido apeado do poder pelo depoimento do caseiro Francenildo- aquele que o governo cometou o hediondo crime de invadir o sigilo bancário para tentar desqualificar- que revelou que Palloci frequentava endereços pouco recomendados.
Acusando o golpe, Lula, tentou desqualificar Palloci- sobre quem já tinha feito inúmeros elogios- afirmando: "Conheço o Palocci bem. O Palocci, se não fosse ser humano, seria um simulador. Ele é tão esperto que é capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade. O Palocci é médico, calculista, é frio", afirmou.
Nós continuamos achando que Lula,só não é médico.
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14 de Setembro de 2017 | 04h 58
"É inacreditável que nós parlamentares passemos por situações vexatórias, constrangedoras. Nada na vida vai reparar o que eu passei hoje. Porque pra mim... perdi meu pai, perdi minha mãe, perdi meu irmão, mas hoje é o dia mais difícil da minha vida. É um dia que marcou um homem de 62 anos de idade
Nunca imaginei chegar onde cheguei, nunca imaginei sentar nessa cadeira de presidente, na cadeira de governador do estado, ser o deputado mais bem votado da Bahia, e passo pelo constrangimento de ver minha residência às 6h com delegados e policiais pra fazer busca e apreensão. Eles foram muito educados, muito gentis, mas deixaram marca profunda no meu coração”.
O deputado Marcelo Nilo, que teve um dia mais difícil que o dia em que perdeu pai e mãe, apela ao drama, para justificar a investigação da PF e do MP, mas como se pode ver ele tem tem uma noção completamente equivocada de cidadania, achando que o político é um indivíduo acima da lei e das instituições.
Ainda bem que ninguém, como disse a Ministra Carmém Lúcia, do STF, ninguém, está acima da lei.
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César Oliveira - 12 de Setembro de 2017 | 20h 17
No carro, ligo o rádio e Aldo Matos- o grander repórter de Polícia- comenta que mais um adolescente foi crivado de balas na noite de ontem. E diz que já são 32, esse ano.
Uma das faces mais cruéis da nossa guerra civil, da brutal violência que gera 60 mil mortos em um ano, é a amputação da história que deveria ser vivida por cada um destes adolescentes. São 32 destinos que não se cumprem, ceifados a bala, com uma fartura que nunca provaram em vida.
Evidente que a primeira reação da Sociedade, vítima encurralada, protegida, cercada, é uma indiferença por achar que se morreram fizeram essa escolha. Compreende-se, ainda que seja um pensamento perigoso. Lógico que a relação pobreza e crime não é direta, como querem alguns- ou já teriamos nos aniquilado-, mas é um condicionante importante, e o tráfico, é o grande beneficiado, da falta de oportunidade, famílias desestruturadas e educação vergonhosa que temos.
Por mais que pareça algo distante, é um número que choca, violenta, e nos dá um tapa na cara, expondo claramente que não podemos mais aceitar os padrões de exercicio político que temos, nem tolerar a corrupção que desvia recursos públicos, nem seus cúmplices morais.
Ainda faltam 4 meses para se cumprirem. E a roleta russa da morte continua girando e escolhendo os seus.
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César Oliveira - 09 de Setembro de 2017 | 17h 18
Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Lula, Dilma, Temer, deputado com vários mandatos, é a estrela maior do PMDB baiano, partido presidido por seu irmão Lúcio Vieira. A sua presença no noticiário de acusações vem desde o tempo que ocupou o Baneb, mas ele não costuma levar desaforo para casa e tem inúmeros e agressivos embates no Twitter, a rede social.
Geddel, no entanto, entrou em maré negativa que começou com a demissão do governo Temer, por tráfico de influencia, ao tentar liberar a construção de um arranha céu em área tombada pelo Patrimônio Histórico; passou pela detenção anterior, da qual foi liberado para prisão domiciliar após chorar e dizer que tudo que queria era que suas filhas continuassem carregando seu nome; e desaguou nesta prisão atual, após ter sido estourado um bunker onde mantinha R$51 milhões de reais, em caixas e malas, comprovados, inclusive, pelo achado de suas impressões digitais.
Até o momento o PMDB tem feito silêncio sobre o assunto, mas isto não poderá persistir para sempre, visto que a aliança com o DEM para a sucessão fica ameaçada, já que o grupo do ex-ministro controla o partido e o desgaste será muito explorado pelo adversário de ACM Neto, o governador Rui Costa(PT). Para complicar, caso Neto seja mesmo candidato, quem assume a Prefeitura é Bruno Reis, do PMDB, embora seja mais de Neto do que do partido. Antes deste lance, uma vaga para o Senado, seria do PMDB, reservada para Geddel, um indicado seu, já que está licenciado do partido desde que foi para prisão domiciliar.
Em uma eleição que se anuncia apertada a prisão foi um revés para Neto – pelo desgaste e redução da força de apoio que Geddel era, como mostra os recursos no bunker, e embaralha ainda mais a sucessão baiana. Neto, aliás, ainda teve outro funcionário da Prefeitura- Gustavo Ferraz, chefe da Defesa Civil- preso, por ajudar Geddel, ao qual reagiu, demitindo imediatamente.
Os demais membros do PMDB devem estar inquietos com a situação e a Sociedade vai cobrar um posicionamento, afinal, no seu Estatuto, está escrito no Art. 10, que constituem infrações éticas dos filiados do PMDB:
II – improbidade administrativa praticada na gestão da coisa pública;
III – conduta pessoal indecorosa;
O PMDB terá de tomar uma posição: ou expulsa o ex-ministro ou finge estar morto. O que pode se tornar verdade.