As criticas só existem porque a obra está incompleta, logo, elas se justificam. Não compactuo, no entanto, com o pejorativo apelido de “pinicão” de Feira, dado a Lagoa Grande , em parte motivado, com justa razão, pelo odor fétido no local; em parte, pelo clima de torcida politica permanente que vivemos.
A obra volto a dizer, é majestosa. Mostrou que é possível salvar uma lagoa que estava destinada a morte pela ocupação de 800 famílias realizada sob o olhar cúmplice da Prefeitura Municipal, todos estes anos. A retiradas das pessoas desta condição de vida subumana e instalação em um Condomínio já foi um resultado fantástico. No entanto, para além do aspecto estético, ela resfria o ar, cria uma área de lazer, preserva nascentes, ameniza a urbanidade.
A obra, no entanto, está incompleta. Ainda faltam serem plantadas 1000 árvores, como me informou o deputado Zé Neto; falta toda iluminação noturna; falta a drenagem dos esgotos dos bairros vizinhos que a EMBASA promete concluir até Abril; e a Prefeitura urbanizar seu entorno e fazer cumprir as regras de construção nesta área já totalmente desrespeitada.
Lagoas não ficam prontas. Elas precisam de manutenção permanente e os problemas locais podem ser vistos na lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte; na Rodrigo de Freitas, no Rio; na Taquaral, em Campinas, onde estive recentemente e tinha se iniciado uma drenagem. Elas acumulam sedimentos, com as correntezas, e, mesmo a matéria orgânica acumulada no fundo, pode causar um odor ruim, independente dos esgotos.
Precisamos continuar lutando por sua conclusão, cobrando de estado e prefeitura as ações necessárias para esta que representa a maior intervenção urbana já feita aqui. E vamos valorizá-la, pois, representa a mais bela imagem que guardaremos na alma e na memória de Feira.
Um estudante foi esfaqueado e morreu em um colégio ocupado pelo movimento estudantil do Paraná em protesto contra a PEC do Teto de Gastos. Tivesse, este aluno, sido morto durante a desocupação de algum colégio pela Polícia, o país, as redações, as redes sociais, explodiriam em culpar a "direita”, as forças de repressão, o golpe, do governo Temer. Os responsáveis morais, no entanto, da tragédia são os omissos Conselhos Tutelares, os Sindicatos de Professores, os políticos esquerdistas, que usam os alunos como bucha de canhão, aproveitando a euforia hormonal natural, para uso ideológico ou para defesa corporativa.
As fotos que rodam as redes sociais, do sangue espalhado no piso, o depoimento de quem limpou sangue em chão escolar, são o retrato brutal, ferino, doloroso, desta irresponsabilidade de usar menores em ocupações escolares. Expor filhos alheios a estes riscos, ao consumo e guerra das drogas no escuro das escolas, é de uma imoralidade absoluta.
Nenhuma democracia pode se considerar real, ou viva, se não houver debate, direito ao protesto, a livre de opinião, como é típico das verdadeiras democracias – ao contrário de Cuba- por exemplo. É, do mesmo modo, salutar que jovens se interessem pela política e lutem pelo país, pois, daí nascem os líderes. Tanto os piores- como estamos vendo- , como os melhores – como, também, vemos- e o preço se justifica, pois, pior, é não os termos. Serem usados, no entanto, em defesa corporativa em um momento de crise, é inaceitável. Um cadáver já é um preço alto demais
Apesar de não terem combinados com os russos- como na famosa piada- todos apostam que Ronaldo vai levar o mandato até o meio, pegar seu banquinho e concorrer a uma vaga no Senado, sabendo que ACM Neto tem aparente vantagem na sucessão de Rui Costa, contra a reeleição do governador.
Argumenta-se que uma vaga ao Senado seria do PMDB, aliado de Neto, e, atualmente, na Presidência da República e com Geddel no circuito interno de Temer. Os otimistas dizem que a outra vaga seria de Ronaldo. Os menos entusiasmados dizem que a vaga é do PSDB, ao que os ronaldistas rebatem dizendo que o PSDB não tem prestígio na Bahia para tanto. Alguns não enxergam porque Ronaldo ficaria com a vaga do Senado já que os votos de Feira seriam para Neto, de qualquer forma.
Outros dizem que Ronaldo poderia ser vice-governador, mas é difícil imaginar que alguém largue a administração de um orçamento de R$1,2 bilhões para ocupar a distinta função de decoração palaciana.
Uma nota na coluna Radar, na Revista Veja, neste fim de semana, bota lenha na fogueira ao informar que Imbassahy tenta ser presidente da Câmara, mas tem a oposição de Neto e Geddel.
No momento o PSDB parece ter os candidatos mais viáveis a Presidência, o que influenciaria a sucessão baiana, mas o futuro é incerto, afinal, ninguém sabe em que porta a Lava-Jato pode amanhecer e embaralhar as cartas.
Nos atuais tempo de incerteza, é bom ninguém, inclusive os Colberzistas, contar com carta marcada.
O prefeito é do tipo que não quer contestação e não gosta de perder nem disputa de palitinho. Na eleição passada para Presidente da Câmara quando Ronaldo se deu conta Ronny havia construído um apoio que o fez vencer a eleição. Muita gente não entendeu, Ronaldo preferiu declarar que não se mete em outro poder, como é de praxe, embora todos os paralelepípedos das ruas que ele calçou saibam que não. A verdade é que a situação politica não favorecia o confronto.
Agora, Ronaldo, botou musculatura com a eleição e ainda tem em jogo a sua sucessão. Ciente disto Ronny resolveu botar pressão anunciando apoios e abrindo a mesa de negociação, tentando, novamente, o mesmo drible da eleição passada.
O que se fala é que Tourinho- sem dúvida, um bom vereador- esta no páreo. Ronny, se vencer a presidência vai engrossar o pescoço para a disputa pós- Ronaldo e ainda vai deixar a impressão que o prefeito não controla mais, totalmente, a Câmara, e o que falta é gente disposta a sair do guarda-chuva dos conformados e abrir dissidência.
É muito difícil que Ronaldo leve outro gude preso justamente quando precisa deixar todos os pontos bem ajustados para o jogo que se desenha na eleição do governo do estado.
Várias vezes já declarei que o deputado Zé Neto merece o crédito e meu respeito por sua árdua defesa de Feira, por todas as ações do Estado em que ele esteve envolvido, e por nunca fugir quando os problema são relatados na imprensa, ao contrário do que foi na silenciosa era dos deputados carlistas.
Entretanto, deputado, não dá para compreender uma cerimônia para entrega de uma viatura- eu disse uma!- à Polícia de Feira quando vivemos uma criminalidade endêmica.
Feira não é província.