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31 de Outubro de 2016 | 19h 16
Os complexos reguladores assistenciais foram criados com objetivo de dar resolutividade, fluidez, otimizar a oferta de atendimento na rede pública, através da regulação das urgências, consultas, exames e internações.
No desenho, a boa ideia oferece a lógica de colocar a disponibilidade da vaga, ou do procedimento, diante de quem precisa. Há, entretanto, uma distância, frequentemente fatal, entre a busca e o atendimento.
Acontece que a Central de Regulação seria eficiente se houvesse a disponibilidade da rede de atender a demanda. Mas não há. Quem vivencia a Saúde sabe dos longos períodos entre um pedido de transferência- e se foi pedido é porque ali já não há condições de oferecer o tratamento necessário- e sua realização. Não adianta argumentar que a Central fez um número x de regulações. O que interessa é o que ela não faz e o tempo que demorou para fazer, quando fez. Não há, entretanto, nem transparência, nem dados, sobre a atuação das Centrais, que clareiem qual tempo médio com que cada pedido é atendido, qual número de óbitos entre o cadastramento e sua concretização, É uma caixa preta.
A Central de Regulação serve, também, para que todos se esquivem da responsabilidade, afinal, Central de Regulação é uma entidade sobre a qual não se imputa responsabilidade. Não é pouco comum ouvir nos hospitais os familiares querendo informações e a resposta é sempre a mesma: está na Regulação.
Acontece que a Rede SUS perdeu 25.000 leitos em 5 anos - o que não se justifica apenas pelo fechamento dos Hospitais Psiquiatricos-, assim, a busca de leito para um procedimento tornou-se uma roleta russa. Além disto, dois milhões de pessoas perderam o plano de Saúde e sobrecarregaram ainda mais a rede pública.
Os pacientes constituem, em verdade, uma imensidão de refugiados tentando atravessar o mar da burocracia e encontrar o internamento ou procedimento que precisam, enquanto as autoridades verbalizam os discursos de atenção a Saúde e nós ficamos a presenciar as mortes na fila de espera.
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30 de Outubro de 2016 | 08h 55
A Polícia de Feira passou a fazer um policiamento ontensivo na Lagoa Grande. Ontem a tarde a base móvel estava por lá. O deputado Zé Neto informou que haverá um quadriciclo permanente em seu patrulhamento. A medida foi correta e necessária. Não adianta ter um equipamento destes se não houver segurança permanente que garanta seu uso em uma cidade violenta como a nossa.
Foi um sinal, também, que a Sociedade cobrando o governo obriga-se a encontrar respostas. Parabéns ao deputado, ao coronel Adelmário Xavier. Espero que a decisão seja continuada e não reflua quando sair do noticiário.
O deputado informou, ainda, que serão plantadas mais 1200 árvores e concluído o esgotamento sanitário até Abril.
Vamos vigiar e cobrar.
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29 de Outubro de 2016 | 11h 33
O sistema educacional brasileiro é um fracasso monumental, gigante por nossa própria natureza. Todas as avaliações mostram isso e chegamos a ter 50% de abandono de alunos no ensino médio, demonstrando de forma indiscutível que o modelo está destruído.
A construção deste pífio resultado é uma contribuição coletiva: estado, professores, alunos. Cada um em sua medida e responsabilidades. O nosso currículo é um desastre, boa parte da infra-estrutura é caótica, a formação dos professores é muito limitada e a organização gerencial vive a deriva a depender do gestor eleito, sem continuidade. A ideologia-sim, existe sim-, neste contexto de deficiências é apenas a cereja do bolo, ao avesso.
O magistério está desvalorizado, em parte sem vocação- quando apenas os melhores deveriam ser selecionados para ensinar-, mal formados e sem incentivos para avançar na qualificação ,sem metas de pós-graduação a serem atingidas que obriguem as escolas a investirem nesta qualificação; o estado, é refém dos sindicatos, corporativistas, e que freqüentemente abraçam o pacto da mediocridade para proteger os professores mais fracos tecnicamente, não permitindo avaliações, igualando os bons- e há muitos bons professores- aos ruins. Já os alunos encontram nesta condição o meio ambiente perfeito para acentuar seu desinteresse.
É preciso rever nossa educação, rediscutir o papel do Estado, professores, alunos e família – sim família, esta instituição odiada pela contaminação ideológica esquerdista- no processo educacional. A cumplicidade e o conforto com uma educação ineficiente, aparentemente existente e até aprovada pelos pais para os quais basta haver merenda, farda e aulas, sabe-se lá com que qualidade, apenas, nos mantém na posição que ocupamos.
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A proposta que o governo enviou ao Congresso é a primeira tentativa real de produzir mudanças. Discutida longamente, desde 2013, no governo Dilma, e na Câmara, ela ganhou o caráter de medida provisória o que obriga os deputados a votarem a medida em 90 dias. É preciso aprimorá-la, discutí-la, afastados da passionalidade política, porque, sem dúvida, esta é a maior tentativa de intervenção já feita.
Permanecer onde estamos, refém dos corporativismos e das omissões, e continuar oferecendo mais do mesmo aos jovens é uma opção criminosa
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27 de Outubro de 2016 | 18h 47
Renan Calheiros, presidente do Senado, é um perigo institucional, pois, não hesita em usar a estrutura do Congresso a seu favor. Além disso, usa o poder para ocupar cargos, obter vantagens, negociar acordos pessoais como pensão de amante. Já é inacreditável que após ter renunciado para não ser cassado, no mandato anterior, tenha voltado a presidir o Senado em demosntração formal da tolerância ética da classe política.
Cunha, ex-presidente da Cãmara, era sem escrúpulos , eficiente em reunir cúmplices, mas ainda assim era um tosco ; Renan, tem a mesma falta de escrúpulo, mas é ladino, articulado, capaz de provocar uma guerra entre poderes apenas para terceirizar ao Senado a defesa de seus crimes e protelar sua execução, afinal, tem 8 processos no STF, engavetados. O que , aliàs, mostra quanto o foro privilegiado no Brasil é um escárnio.
O STF, subliminarmente , opta pela leniência política, enquanto vai obtendo vantagens salariais, aprovação de reajustes e manutenção da aposentadoria de juizes mesmo que tenha sido cumpulsória. Vive-se um parasitismo bidirecional . Agora, o ponto fora da curva do " juizeco" que autorizou a PF a prender membros da Polícia do Senado e uma presidente do Supremo, frágil na aparência, mas não no discurso, quebraram o jogo de conveniência .
Espero que Renan vote o fim das aposentadorias dos juízes condenados, com benefícios , esta indecência republicana; e que Carmem Lucia julgue os processos do poliacusado Renan, e o encarcere .
Às vezes, na guerra, o cidadão e a democracia lucram.
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26 de Outubro de 2016 | 09h 05
Enquanto a Câmara Federal aprova a contenção de gastos através da aprovação da PEC, a de Feira, anuncia a intenção de criar um cargo de assessor jurídico para cada vereador. O vereador David Neto foi quem deu a notícia.
A Câmara de Feira já tem uma Procuradoria Jurídica que atende os edis, não sendo compreensível que tamanha demanda jurídica tem estes mandatos para que cada um tenha um advogado para chamar de seu. Em tempos de crise econômica, em que a Câmara deveria estar empenhada em reduzir seu babilônico orçamento e enxugar os 13 cargos que cada um já tem direito, o que se projeta é a criação de mais um.
A ser aprovado o cargo nós passaremos a ter a Câmara com maior densidade de advogados por vereador do país. Acredito que nem reunião da OAB local tem a presença de tantos causídicos ao mesmo tempo.
O que a cidade precisa é de uma Câmara austera e que sua liderança anuncie cortes, apesar de seu Orçamento maior que muitos munícipios (voltaremos a esta questão), e não a promoção de trem da alegria advocatício.