É lamentável que o evento tenha encolhido. O sucesso, apesar disto, é sinal de que há público para este tipo de evento. Pela primeira vez um evento atrai turistas (como ouvi duas senhoras de Riachão e Tanquinho, no show da Família Lima, que tinham vindo só pra ver o Natal) e tem potencial extraordinário para tornar-se referência de toda a região, aumentando o comércio, ocupação de hotéis.
O Natal ameniza o tom seco e a aridez da cidade, encanta os corações, e gera renda. Por isso não podemos aceitar sua redução, nem mudança do perfil – acabando em loteamento de indicação de atrações, como na Micareta -, e cobrando o máximo de profissionalismo e competência técnica na sua execução.
É um produto que precisa ser muito trabalhado e valorizado e o secretário Cordeiro tem condições de correr atrás desta dimensão.
Uma mudança neste setor raramente é súbita. De modo geral ela é processual, mas sem dúvida que este foi o ano em que Feira encolheu os eventos baseados no axé/pagode/arrocha e descobriu que há todo um outro público - famílias, grupos mais idosos -, que precisa de lazer. Os shows passaram a trazer atrações de outro segmento (do humorista Tom Cavalcante ao saxofonista Leo Gandelman e João Bosco) com boas plateias. Um mérito das novas casas de espetáculos e seus produtores, do acerto do Natal Encantado com novas atrações, que ampliaram o cenário cultural da cidade. Que persistam, pois o público vai sendo formado.
Desejo um Feliz Natal a você que ainda gosta de ler e nos deixa a esperança de que as palavras não precisem ser guardadas em museu. Feliz Natal a todos os amigos e familiares com os quais a telefônica não me deixará falar, reafirmando que a única distância existente entre nós deveria ser a de nossos braços e a única intolerância a falta de paz.
Feliz Natal aos que sentem e curtem, mesmo que eu não encontre palavras saborosas, pelo menos não tanto quanto a farofa da ceia, para agradecer o deleite e a diversidade da companhia real ou virtual deste ano!
Feliz Natal aos leitores do jornal Tribuna Feirense, no site e no impresso. Aos que leram nossos textos com afeto e atenção meu obrigado por guardarem sentimentos e pautas comuns em vossas almas, porque eu aprendi e sei que gente, gente de verdade, é feita de igualdades.
Aos que preferem criar e realizar a esperar, aos que resistem ao pensamento único e obrigatório, pois sabem que toda ameaça à liberdade começa com uma pequena imposição; aos que não ficam presos aos próprios mitos; aos que lutam para não embrutecer e insistem feito palhaços em fazer da vida uma grande comédia humana, minha reverência!
Aos que lutam, sem temer as atitudes, para formar filhos com um legado ético, neste labutar de carpinteiro, como contribuição à manutenção da família e um mundo melhor, minha gratidão pela obra!
Aos bons, aos poetas que insistem, aos que compartem, a silenciosa satisfação do esforço e do mérito, que contem com a proteção divina; aos que escolhem outras opções, a benevolência da esperança, porque sempre há tempo pra mudar! Afinal, somos humanos, demasiadamente humanos!
A vocês, meus companheiros de temporada na terra, tenham certeza que são meu cultivo e escolha! Minha veneração pelo que cada um carrega de melhor em si! Sou grato por darem isto ao meu tempo, nesta vida!
Brindarei, na distância física, com entusiasmado gole de vinho, bem, vários goles; bem, muitas taças; ok, garrafa e não se fala mais nisso, afinal vocês merecem e a festa é sua, nossa, de quem vier! E saibam que os sinos de minha festa dobram por vocês!
Construam arcas, abram mares, transformem água em vinho! Acreditem, vocês são capazes de milagres! Já o fazem na minha e em outras vidas!
Façam bem feito a parte que lhes cabe, sejam justos e o mundo se dobrará a seus pés.
Feliz Natal. São meus votos e desta Tribuna.
Por menos compreensão jurídica que tivermos a decisão do STF de transferir o poder de veto do impeachment para o Senado é um destes saltos triplos carpados retóricos, com omissão do regimento, criado pelos ministros para não deixar o processo na mão de Eduardo Cunha, um contumaz chantagista.
Não admitir candidaturas avulsas - e já tivemos outras na história, como Ulisses - foi só pra completar o balaio da encomenda. No conjunto da obra, ainda que tenham tentando se livrar do presidente da Câmara, a decisão apequenou o tribunal. E o último lugar em que uma democracia pode perder a confiança é na Suprema Corte. Torçamos pelo menos pior.
Nada mais parecido do que o pistoleiro das Alagoas e o gangster carioca. Renan é investigado em seis processos no STF, Cunha em três.
Por razões que só a própria razão conhece, o ministro Teori, do STF, autorizou busca da Polícia Federal contra Cunha mas não contra Renan. Olhando de longe ambos são siameses do crime, olhando de muito perto um é aliado e outro desafeto da Presidência. Talvez esta seja a única e importante diferença.