A rejeição mostra que as instituições estão começando a sair da área de submissão presidencial, do aparelhamento partidário, sinalizando o enfraquecimento petista. Isto é um dado incontestável.
Na falta de limites ou regras o governo federal determinou vergonhoso sigilo nos empréstimos a Cuba, pelo BNDES. O governador de São Paulo, Alckmin, PSDB, provando que o que é ruim faz escola, determinou similar sigilo nas contas do Metrô, que são investigadas por cartel. O que não presta todo mundo aprende.
Embora tenha sido classificada com umas das 50 melhores do país, a Uefs vive uma crise de financiamento que ameaça fechar seus portões de vez e não apenas durante um daqueles protestos que tem como marca de luta fechar o pórtico da Universidade. É vexaminoso e inaceitável que na Pátria Educadora haja o risco de fechamento de uma Universidade com 10 mil alunos.
Aliás, porque não acabamos com os pruridos ideológicos e liberamos a Universidade para fazer cursos de pós-graduação, ou de curta duração, pagos, à noite? Parte das mensalidades iria para a Uefs, determinado número de vagas para alunos carentes, com fiscalização e regras rígidas para controlar número de cursos a serem abertos e evitar os desvios morais do processo. A Uefs teria uma fonte de recursos e com certeza ampliaríamos a oferta de opções com demanda da sociedade. Não é possível uma estrutura daquela ociosa em determinados períodos. O estado faz parcerias em outros setores, porque não nas Universidades?
Submeter a população a passar seis meses na limitada frota emergencial por erros anteriores de condução do processo é uma responsabilidade do governo Ronaldo, entretanto, a idade da frota, embora mereça registro, não é um elemento crucial, afinal, ela não passa de um remendo temporário não havendo exigências possíveis para ela. O problema dela não é a idade, mas a restrição do serviço e o desgaste diário que ela impõe ao cidadão, enquanto os novos ônibus, da correta e mais que necessária licitação, não chegam.