A verdade é que Joaquim Levy não tem vida própria, nem independência intelectual ou financeira, para ser o Ministro da Economia. Quem chega a esta cargo nomeado pelo patrão (Trajano, do Bradesco), deve favor de um tamanho que não se paga dizendo não. Na última crise em que ameaçou sair foi preciso que o presidente do Bradesco fosse a Brasília para garantir a manutenção do Ministro do cargo. Isto é patético e escandaloso.
Embora estejamos nesta crise econômica o Congresso, até o momento, não apresentou nenhuma proposta de contribuição para reduzir a crise, nenhum corte nas suas inaceitáveis mordomias. Assim como as Assembléias Estaduais.
O governo sinalizou cortes, mas, até o momento, Dilma não reduziu seu Ministério, não enxugou a maquina pública, não mostrou sinais de austeridade. É a velha aposta na passividade do brasileiro.
O ajuste fiscal do governo é um improviso. Não há medidas estruturais de reforma. O pacote toma o caminho mais fácil que é o de tirar dinheiro do contribuinte com mais imposto, embora o governo não tenha credibilidade em suas propostas. Sinal do descalabro é que a proposta apresentada ao Congresso era de R$, 0,20, mas após reunião para comprar os governadores a proposta aumentou para R$0,38 pouco importando o bolso do cidadão.
Não existe cidade que possa avançar alcançando índices de desenvolvimento elevado sem uma população com formação educacional. É estarrecedor ver as estatísticas do IBGE que mostram que de 30ª 40% dos adultos empregados são sem instrução ou ensino fundamental incompleto. Dentro deste contexto é inconcebível o retardo para implantação do campus da UFRB. Sua instalação é uma emergência ao redor da qual devem reunir-se todos os políticos, de todos os partidos, para viabilizar o local. A indiferença e desprezo com que o assunto tem rolado são inaceitáveis e traduzem uma ideia de desvalorização da educação que não combina com nossa cidade no estágio atual. Não se joga fora uma Universidade Federal. Mexam-se senhores.