A disputa em Camaçari- tradicional
reduto do PT- foi para o segundo turno. Flávio, do União, teve 49,17% dos votos
e Caetano teve 49,52% na mais acirrada disputa eleitoral do estado. O
crescimento de Flávio já é uma surpresa em um território que sempre foi cativo
do PT. Agora, a indefinição leva para a cidade uma disputa estadual. O estado
deverá ir com toda força já que perdeu em várias cidades grandes incluindo Feira
de Santana. O grupo de ACM Neto, por sua vez, tudo fará para tentar tomar mais
uma grande cidade do partido do governador. O segundo turno em Camaçari será
uma luta livre na arena municipal !
Feira sempre teve limitações na gastronomia mais elaborada. A memória chega ao Chez Louis, que mantinha filiação ao Chez Bernard, de Salvador. Com o fechamento, somente por volta do ano 2000, apareceu o Tomatte Secco, criação do visionário Henrique Almeida – recentemente falecido –, que marcou época.
Foi lá que, ao fim de uma tarde e uma cerveja escura,
decidimos criar o Clube Amigos do Vinho (CAV) de Feira de Santana, que fez
reuniões mensais de harmonizações maravilhosas e que muito contribuiu para o
hábito do consumo de vinho nessa cidade.
A culinária regional, churrascarias e mariscos não abordo, aqui. Após o Tomatte Secco, tivemos a experiência temporária do Vivas e o Faenza, do empresário Jairo Carneiro, mas que se converteu a eventos fechados.
A crise econômica se refletiu no setor, até que Arthur
Pendragon – participante do reality Mestre
do Sabor, da Rede Globo de Televisão, abriu a Casa do Chef, na Artêmia Pires, com um ambiente moderno, clean e culinária de autor. Já tivemos,
antes de ele abrir o restaurante, boas conversas sobre vinho e comida, lá em
casa.
Em seguida, surgiu outro grande empreendimento no setor, com
uma casa de decoração impecável, construída, especialmente, para abrigar o
restaurante Noz, da Chef Patrícia
Melo. Sem dúvida, o mais elaborado que a cidade já teve.
Os pratos são sempre corretos e confiáveis – inclusive o carpaccio ao grana padano e o filet au poivre com pappardelle. A cocada ao
forno com sorvete, uma ótima sobremesa. Há, ainda, uma ótima – e
bonita – adega.
Recentemente, surgiu o Seen, Restaurante&Bar, no 31º andar do edifício Charmant, com estonteante vista de Feira e bela decoração de Sidney Quintella. Acoplado ao hotel, mantém um clima mais efervescente, próximo da balada, diferente do tradicional sentar, comer, conversar. O filet mignon com molho olivier é correto e o pudim com caramelo, de sobremesa, muito fino e delicado, é uma opção.
Há o Anis Bistrô, do atencioso e gentil chef Pablo Sá, que mudou, recentemente, para o Pátio Artêmia. Ele faz um arroz socarrat sensacional. Vale a experiência! O prato tem origem valenciana. É aquela “rapinha” caramelizada de arroz que fica no fundo da panela. Temos o La Celestrina, filial de Salvador, com preços bem justos e o Vino, uma franquia que tem o bom chefe Vilas Boas, na cozinha
E o Grissini, da
Chef Carol Venas, em ambiente mais simples, na Avenida Noide Cerqueira, ao qual
só fui uma vez. No entanto, adorei a releitura de uma sobremesa premiada do Tragaluz – fantástico restaurante de
Tiradentes –, que é a goiabada envolta em crumble
de castanha, aquecida, sobre uma cama de queijo. Aqui, cheese; lá, catupiry. Uma
goiabada de Ponte Nova – patrimônio imaterial de Minas – menos doce seria um ganho.
Antes do fim, algumas observações. Risoto
é uma arte. Exige sofisticação, para ter a cremosidade ideal. Nem excessiva,
que vire caldo; nem tão escassa, que vire massa. Gosto do ponto do risoto de vieira, do Mistura, em Salvador, ou de mangalô, do colega Luís Carlos,
neurologista e chef.
Sobremesa é arte. Minha sobremesa (sou apaixonado por elas!), no momento, é o semifreddo de doce de leite, ganache de
chocolate, caramelo salgado e avelã, do sensacional Olivetto, em Campinas (SP).
E a assinatura final de um restaurante é o petit four, uma expressão francesa que
significa "pequeno forno". São pequenos doces ou aperitivos servidos
como acompanhamento ao chá ou café. O do La
Tambouille, em São Paulo, é imbatível. Nesse quesito, todos de Feira ainda
estão nos devendo!
O noticiário está repleto de notícias comprometedoras sobre o
coach do golpe, Pablo Marçal. Desde
colocar um grupo de pessoas em risco de vida, com sua atividade coach; condenação por golpes na internet;
falsificação de documentos médicos contra adversários; a relações suspeitas com
organizações criminosas.
Nada disso, no entanto, é o bastante para quase 25% do
eleitorado paulista, que tem a intenção de votar no inescrupuloso e condenado
candidato, pelo menos é o que as pesquisas apontam.
Suas propostas administrativas giram ao redor do nada e sua
campanha se baseia na indiscutível agilidade mental para agredir na mídia e
utilizar as redes de comunicação com maestria – não se pode negar.
Para esses eleitores, pouco importa a biografia suja, as
propostas vazias. O que interessa é o sucesso financeiro que ele vende como
possível para todos. Assim, o eleitor se identifica com sua história, sem
analisar a forma como foi obtida – para eles, os fins justificam os meios.
Evidente que a proximidade com o crime, a falta de limites
morais e éticos, como já demonstrou, é um apocalipse anunciado. Não há nada que
Marçal possa oferecer a São Paulo que aponte para uma melhoria no futuro de
qualquer um, exceto o dele.
Ao abraçar Marçal, esses eleitores estão chocando o ovo da serpente. E, quando ele nasce, costuma ser uma tragédia para todos.
Ronaldo aproveita para falar sobre apoio aos aplicativos e que conta com apoio dos feirenses no domingo. E convida o eleitor a conhecer suas redes sociais.
Neto diz que a cidade tem a oportunidade de mudar o transporte coletivo, os alagamentos, e alinhar a administração municipal e estadual. E promete dialogo com a cidade.
Neto pergunta sobre direitos humanos. Ronaldo diz que sempre recebeu as pessoas e criou rede de assitência e acusa o governo das mortes na fila da regulação. Neto responde que os postos de saúde não tem médico e que o prefeito não respondeu a questão sobre direitos humanos. Ronaldo volta a dizer que a culpa da regulação é do estado!
Ronaldo pergunta sobre a cultura em Feira. Neto responde que já investiu muito em Cultura- cavalgadas, eventos- e que vai entregar o Centro de Convenções em breve. Ronaldo diz que o Amélio Amorim está abandonado e que ele promete e não resolve. Neto responde que o govenro investiu muito em escolas e tem prioridade para atender a cultura.