O ministro Alexandre de Moraes, do STF, tem se especializado em cometer atrocidades jurídicas em seus processos. No caso da suposta agressão que havia sofrido em Roma a PF fez busca e apreensão- ilegal- na casa dos acusados de agressão, tentando ligar o gesto aos atos antidemocráticos. O filme do Aeroporto foi mantido em sigilo por Toffoli e nunca foi liberado. Ao final, a PF concluiu que o ministro sofreu injúria em Roma, mas não indiciou ninguém. Agora, o advogado das vítimas relata que o vazamento de uma conversa com seu cliente é ilegal porque o sigilo entre o cliente o advogado são invioláveis por previsão constitucional e não poderiam estar transcritas no inquérito.
A verdade é que Moraes quis construir uma narrativa de perseguido por ser um defensor da democracia. A montanha que anunciou em Roma com apoio dos amigos da imprensa pariu, apenas, um rato.
Alcatraz era uma prisão do sistema federal americano. Ficava em uma ilha e a fuga era considerada impossível. Em 1962, no entanto, três prisioneiros, utilizando ferramentas improvisadas como uma colher de metal soldada com prata de uma moeda e uma furadeira elétrica feita com um motor de aspirador de pó furtado, conseguiram cavar um túnel e fugir em uma jangada improvisada feita com capas de chuva. O caso foi retratado no cinema em um famoso filme chamado Fuga de Alcatraz.
O sistema de prisões federais brasileiros foi uma ótima iniciativa do governo , em 2006, para isolar líderes de facções criminosas. Até o momento nenhuma fuga havia sido registrada. O ex-ministro da Justiça Sergio Moro relatou como evitaram uma tentativa de resgaste de presos cavando fosso, entre outras medidas. Esta semana, no entanto, dois prisioneiros fugiram da prisão de segurança máxima de Mossoró, utilizando-se de um alicate, segundo dizem. Ao que já se sabe o forro das celas não estava concretado, a iluminação apresentava falhas, as câmeras de segurança estavam sem manutenção e ferramentas de uma reforma foram largadas no canteiro de obras.
O ministro da Justiça, Lewandovski, em ofensiva e desastrosa entrevista disse que a fuga aconteceu porque o pessoal estaria " mais relaxado" por ser carnaval. A desculpa do ministro oscila entre o escárnio e a chacota, afinal não existe sistema prisional que " relaxa" no carnaval. O que houve foi uma falha brutal de execução do protocolo de controle, evidentemente por má administração. Evidente que deve ser apurado, ainda, se houve colaboração interna.
O descontrole faz parte da herança de incompetência deixada por Flávio Dino, que foi para o STF, mas a conta cabe a Lewandovski pagar. Quem sabe o cinema transforma em filme - Fuga de Mossoró- e o ministro ganha um lugar de destaque no carnaval da fuga
Não se lega futuro destruindo o Meio Ambiente, mas, em
Feira, o descaso, promessas não cumpridas e frequente tolerância com a
especulação imobiliária têm sido a realidade. Não é à toa que, das magníficas
120 lagoas, enterramos a metade. E mesmo quando se consegue a preservação, como
na excelente Lagoa Grande, vira obra interminável – espécie de maldição local.
A influencer digital Vanessa Lopes é uma morena bonita que
faz dancinhas na internet e que, segundo leio, tem 40 milhões de seguidores.
Não se tem notícia de nada mais além das coreografias em trajes reduzidos que
possa constar de sua biografia. Convidada a participar do BBB, o reality show,
ela desistiu após uma semana dentro da casa em forte surto emocional. Uma
nítida síndrome de abstinência da vida virtual. Fora do mundinho da internet,
Vanessa, desenvolveu suas paranoias no BBB e deixou à mostra um ego maior que a
margem de erro do Datafolha. Ela chegou a achar que todos que estavam na casa
eram atores e que o programa era sobre a vida dela, que a Globo tinha feito o
programa sobre isso.
A perda de senso da realidade, a incapacidade de lidar com
uma semana de vida real, sem as doses diárias de aplausos por coreografias repetidas
à exaustão, causaram a decisão de sair do programa, mesmo após conversar com a psicóloga
da Globo.
Muitos criticaram a imaturidade; outros, o deslumbramento, e até a overdose de vaidade que alimenta o monstro de seu ego. Olhando de modo superficial essas reações são compreensíveis, mas o problema é bem mais grave. O que fica claro é o que a nefasta influência da internet pode fazer em egos mal administrados, em pessoas sem maturidade para lidar com o sucesso súbito, com quem passa a viver a ilusão e o aplauso da interação virtual como se fosse real. Ao ser exigida, o recurso que lhe resta é a fuga para o mesmo lugar seguro, a ilha da fantasia, que um dia desaparecerá submersa em novos interesses.
Vanessa, foi só um exemplo de muitos outros casos repetidos. E dos riscos que corremos.
Não se pode negar que a patacoada golpista de 8/1 tem a inspiração de Bolsonaro e a reunião com os chefes militares em que apresentou a minuta do golpe é um atestado que nenhum perdão lhe deve ser concedido. A prisão de quem atenta contra a democracia é necessária. Felizmente o Ministro do Exército lhe disse que se prosseguisse com aquilo teria de lhe dar voz de prisão.
O enfrentamento do STF foi fundamental para preservar a democracia diante da total falha, cumplicidade, do Estado, inclusive do general Goncalves Dias, da ABIN, ministro do governo Lula, que sabia de tudo e foi filmado confraternizando com os invasores.
A ação não valida o " golpe eleitoral" que protagonizaram, nem o inquérito que viola muitos princípios jurídícos , como tem demonstrado vários juristas. Alexandre de Moraes, em estarrecedora entrevista disse que o governador de Brasilia, Ibaneis Rocha, foi afastado do poder porque ele queria dar " um exemplo" para os demais governadores. Ou seja, agiu sem a materialidade do crime. Ao ser questionado porque o STF continua julgando réus que não tem foro privilegiado, disse em surto de arrogância : quem decide se é competência ou não do STF é o próprio STF. Ou seja , adapta-se o ordenamento jurídico a depender da necessidade. Aliás, não custa lembrar o pavoroso momento em que a ministra Carmem Lúcia, guardiã da Constituição, disse: a censura é proibida no Brasil, mas eu vou permitir, só essa vez.
Agora, com uma peça de juridiquês decidiu fazer busca e apreensão no gabinete e celular do líder da oposição, Carlos Jordy. Diversos juristas tem apontado a falta de justificativa da ação de Moraes. Muitos acham que ele está buscando um responsável com foro privilegiado para manter o processo no STF depois das críticas. Aliás, Moraes, disse que havia um plano para matá-lo, mas não apresentou provas até o momento.
O alinhamento STF e governo é uma ameaça a democracia porque o STF perde a imparcialidade e consequentemente a confiança da população e das instituições ( aliás, pesquisas já mostram que a maioria já não confia-merecidamente- na Suprema Corte). È preciso muito cuidado com democratas que para salvar a democracia não hesitam em matá-la.