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César Oliveira

A prisão de Temer, a resposta de Botafogo e o risco Brasil

César Oliveira - 21 de Março de 2019 | 19h 50
A prisão de Temer, a resposta de Botafogo e o risco Brasil
Maia e Moro
Apesar da esperada prisão de Temer, que foi adiada por sua condição de exercício do mandato, se por um lado mostra que a Justiça caminha independente de partido e anula ainda mais o discurso de Lula, de perseguição, por outro, bota temperatura na fervura política do país. A situação não é boa.
 
O STF passa por um processo de desmoralização de seu papel, inclusive, optando por violar a ordem constitucional para fazer investigações ao atropelo, que soam como ameaça e tentativa de intimidação, inconcebíveis em uma democracia e só aceitável nessa temporada de juízes de ética lmitada.  A velhacaria que se aponta, de alguns Ministros, precisa ser tratada de forma individual e não institucional. É um risco muito grande quando fazemos com que uma Suprema Corte não tenha mais a credibilidade que lhe é exigida como garantia da democracia. Não se brinca com fogo, sem riscos. 
 
Por outro lado, a prisão de Moreira Franco, sogro de Rodrigo Maia, fez com que esse reagisse com bile. E para atender os próprios interesses, nomeou um petista e um psolista para relatar o projeto anticrime de Moro - praticamente empacando seu andamento- e desferindo forte pancada no Ministro da Justiça que respondeu elegantemente. Maia, o " Botafogo" das planilhas da Odebrecht,  preferiu pensar no varejo familiar a pensar nos riscos da nação. 
 
A prisão de Temer, Moreira, Beto Richa, sinaliza que os políticos perderam a proteção e isso pode deixá-los ainda mais inquietos e levá-los a agir corporativamente colocando em risco o projeto da Previdência e de combate ao crime, que daria ainda mais poder de investigação ao Ministro Moro. 
 
Uma não aprovação desses projetos  vai incendiar o país, desequilbrar o governo, inquietar investidores e ainda pode fazer os militares colocarem a barba de molho.
 
É preciso ter muito cuidado, muita sabedoria, muita habilidade política, nesse momento, para evitar que "Botafogo" queime as pontes de retorno.


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